A bancada do PDT na Assembleia Legislativa do RS ausentou-se da votação que derrubou o veto de Eduardo Leite e extinguiu a taxa de licenciamento de R$ 114. Alvo de críticas por ter apoiado o projeto em junho, o partido evitou o confronto com o governador sob a justificativa de preservar as receitas estaduais. A postura reflete a influência de economistas da sigla em prol do equilíbrio fiscal, mas gerou acusações de incoerência frente à sua tentativa de renovação política.
A bancada do PDT na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul não registrou presença na sessão desta terça-feira (25), quando os deputados derrubaram o veto do governador Eduardo Leite e confirmaram o fim da taxa de licenciamento veicular de R$ 114. A ausência foi criticada por adversários do partido, que acusam os pedetistas de terem evitado a votação para não contrariar o governador e defender a manutenção da cobrança.
A postura também chama atenção porque, em junho, os deputados Gerson Burmann, Luiz Marenco e Thiago Duarte haviam votado a favor do projeto que previa o fim da taxa. Nos bastidores, a posição do PDT é associada à defesa das contas públicas e à avaliação de que a manutenção da cobrança seria necessária para preservar as receitas do Estado. O argumento é semelhante ao utilizado pelo governo Leite para justificar o veto à proposta.
A posição também é relacionada a Luiz Antônio Bins, coordenador financeiro da campanha de Juliana Brizola e ex-secretário da Fazenda durante o governo José Ivo Sartori. Bins já havia se manifestado contrário ao fim da cobrança e é apontado como um dos nomes cotados para comandar a área econômica em um eventual governo de Juliana. A crítica ao PDT é de que o partido estaria defendendo a manutenção da taxa enquanto tenta apresentar uma imagem de renovação política.