Em ato de campanha em São Paulo, o presidente Lula afirmou que bancos não devem enviar cartões de crédito sem solicitação prévia e classificou as taxas de juros cobradas pelo setor financeiro como uma "roubalheira", alertando para o risco de endividamento da população. Lula também voltou a criticar as apostas online, chamando as "bets" de doença devido ao endividamento das famílias, e defendeu investimentos em educação, além de citar o projeto pelo fim da escala de trabalho 6x1.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou neste sábado, 3, ao tema dos cartões de crédito, após a repercussão de declarações feitas na véspera, e afirmou que os bancos não deveriam enviar cartões para clientes que não os solicitaram. Durante o último ato de campanha antes do primeiro turno, em São Paulo, o petista também criticou os juros cobrados nas operações.
"Os mentirosos ontem tentaram mentir a meu respeito. O que eu acho é que o cartão de crédito tem que ser distribuído com seriedade para quem pedir cartão de crédito. O banco não pode ficar enviando para a casa das pessoas sem as pessoas pedirem", afirmou Lula.
Na sequência, o presidente disse que "cartão de crédito é responsabilidade" e classificou os juros como "uma roubalheira". "O sistema financeiro quer ganhar dinheiro, ganha na produção, não extorquindo o povo brasileiro com taxa de juros impagáveis", declarou.
A fala ocorre após Lula ter sido criticado por uma declaração no Flow Podcast sobre a oferta de múltiplos cartões. Depois da repercussão, ele publicou nas redes sociais que cada cidadão pode ter "quantos cartões quiser" e que sua preocupação era com o endividamento, o envio de cartões sem solicitação e os juros cobrados pelas instituições financeiras.
No mesmo discurso deste sábado, Lula também voltou a criticar as casas de apostas. Disse que as bets "viraram uma doença para o povo brasileiro", afirmou que há pessoas contraindo dívidas que não conseguem pagar e declarou que seu governo tomou a decisão de proibir as apostas. O presidente citou ainda o projeto para fim da escala 6x1 e disse que investir no futuro passa por educação, ciência e tecnologia.