O TSE realizou a verificação da integridade e autenticidade dos sistemas eleitorais para as eleições de 2026, confirmando que os programas das urnas são os mesmos homologados e lacrados. O órgão emitiu a zerésima do Banco de Dados de Totalização, que comprova a ausência de votos prévios para a Presidência, procedimento que antecede o início da votação nas sessões. Pela primeira vez, a sede do tribunal fará testes de integridade, reforçando a segurança digital e a transparência da disputa.
BRASÍLIA - O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) realizou neste sábado, 3, a cerimônia de verificação da integridade e autenticidade dos sistemas eleitorais. As finalidades foram assegurar que os programas inseridos nas urnas são os mesmos assinados e lacrados pelo TSE e por entidades fiscalizadoras, e mostrar que o programa da urna registra corretamente o voto.
Os códigos-fontes estão abertos desde o dia 2 de outubro de 2025. Eles foram inspecionados pelas entidades fiscalizadoras, assinados digitalmente e lacrados no dia 4 de setembro. Na cerimônia de hoje, como de praxe, também foi emitido o relatório que comprova que nenhum voto foi registrado naquela urna até o momento de sua emissão. É a chamada zerésima.
A impressão da zerésima do Banco de Dados de Totalização garante que não há votos para os cargos de presidente e vice-presidente da República. Após esse procedimento, os Tribunais Regionais Eleitorais vão fazer a mesma impressão, mas para de governador, senador, deputado federal e deputado estadual.
Amanhã, nas sessões eleitorais, todas as urnas eletrônicas começam o dia imprimindo a sua própria zerésima. Isso comprova que não há votos prévios nas urnas eletrônicas. A totalização dos votos começará imediatamente após a finalização das sessões eleitorais e deve ser concluída à noite.
Além disso, pela primeira vez, a própria sede do TSE receberá um teste de integridade e zerésima. Serão utilizadas duas urnas eletrônicas, com a parceria do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal.
Há dezenas de barreiras de segurança na gravação dos votos nas urnas e na transmissão deles ao TSE. O Tribunal reforçou que todos os arquivos transferidos e gerados pelas urnas eletrônicas são assinados digitalmente. O procedimento envolve a recuperação dessas assinaturas e verificação após o recebimento.