Lula defende revogação do Fundo Eleitoral para encerrar a 'promiscuidade política'

27 set 2026 - 17h30
Resumo
Em entrevista ao Canal Livre, o presidente Lula defendeu a extinção do Fundo Eleitoral e uma ampla reforma política para combater o que chamou de "promiscuidade política" e reduzir a polarização no Brasil. Ele enfatizou a necessidade de criar partidos com compromisso ético e programático, além de criticar o controle do Congresso sobre o orçamento da União. Lula admitiu, contudo, que aprovar essas mudanças estruturais é difícil por contrariar interesses diretos de deputados e partidos.

O presidente da República e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), defendeu a extinção do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), o Fundo Eleitoral, para que a "promiscuidade política" chegue ao fim. Lula fez a afirmação em entrevista ao programa Canal Livre, cujo trecho foi antecipado pela emissora. A íntegra será divulgada às 20 horas na BandNews TV e às 22 horas na Band.

Lula pregou ainda uma grande reforma política. Ele ligou o fim da polarização no Brasil a uma alteração significativa nas normas do sistema partidário e no financiamento das campanhas.

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"Vai mudar quando a gente fizer uma reforma política neste País, que precisa ser feita para criar partido sério, partido que tenha manifesto, partido que tenha compromisso com a sociedade, partido que tenha bandeira, partido que tenha programa e partido que tenha um comportamento ético", afirmou o presidente da República.

E acrescentou: "É preciso a gente acabar com essa história que está acontecendo na política, que é uma promiscuidade generalizada na política. A hora que a gente acabar com isso, se tiver uma reforma política digna, a gente vai ter a política outra vez sadia para o povo brasileiro."

Lula disse que provocar alterações nas leis do sistema político alcança de modo direto os interesses dos congressistas e das siglas.

De acordo com o presidente, isso torna difícil a aprovação de modificações estruturais.

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"Quando se trata da reforma política, você está mexendo com o interesse pessoal de cada deputado, de cada partido político. Não é possível a gente continuar com a promiscuidade política do jeito que está", afirmou Lula. "Não é possível a gente continuar com o Congresso Nacional com 50% do orçamento da União", acredita.

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