Luiz Fux dá 10 dias para Alcolumbre informar sobre idas da mulher de Moraes ao Senado

Ministro destacou que não se trata de "violação da intimidade ou de informações pessoais"

23 set 2026 - 15h43
(atualizado às 15h59)
Resumo
O ministro do STF Luiz Fux deu 10 dias para a presidência do Senado fornecer registros de entrada de Viviane Barci de Moraes, do irmão e do filho do presidente Lula, e de outros nomes. A decisão atende a um pedido do vereador Guilherme Kilter, que teve a solicitação via LAI negada sob a alegação de privacidade. Fux descartou a violação de dados pessoais, e o caso chegou ao Supremo após a Justiça Federal do Paraná declarar incompetência para julgar ação contra o comando do Senado.
O ministro do STF Luiz Fux
O ministro do STF Luiz Fux
Foto: Wilton Junior/Estadão / Estadão

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux determinou nesta quarta-feira, 23, que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), informe, em até 10 dias, sobre os registros de entrada e saída das dependências da Casa Alta da advogada Viviane Barci de Moraes, mulher de Alexandre de Moraes; Daniel Vorcaro; José Ferreira da Silva, conhecido como Frei Chico, irmão mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT); do lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, apelidado de "Careca do INSS"; e de Fábio Luís Lula da Silva, o "Lulinha", filho mais velho do presidente Lula.

Em sua decisão, Fux destacou que não se trata neste momento de "violação da intimidade ou de informações pessoais". O despacho ocorreu em uma ação protocolada pelo vereador de Curitiba Guilherme Kilter (Novo), candidato a deputado federal, após o parlamentar ter um pedido com base na Lei de Acesso à Informação (LAI) negado pelo Senado. O argumento da negativa foi que os dados de acesso de pessoas às dependências do Senado são informações de caráter pessoal.

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Após a negativa do Senado, Kilter acionou a Justiça Federal do Paraná, que declarou sua incompetência para julgar o caso. A juíza Thais Sampaio da Silva Machado entendeu que apenas o Supremo pode julgar um mandado de segurança contra a ação do presidente do Senado.

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