A Meta derrubou, na manhã desta quarta-feira, 23, o perfil “Revelando Brasil” no Instagram. A página publicou nesta semana, sob apresentação do humorista Fabio Porchat, conteúdos que explicavam a ligação entre o Banco Master, a Igreja Batista da Lagoinha e políticos, entre eles Flávio Bolsonaro (PL). Horas depois, no entanto, a empresa recuou e reativou a conta.
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Procurada pelo Terra, a Meta não se posicionou até a última atualização desta reportagem. O espaço permanece aberto para manifestações.
Criado como um projeto especial do podcast Calma Urgente, o "Revelando" produz reportagens em vídeo sobre diferentes temas. O episódio mais recente, publicado nesta terça-feira, 22, trata do caso do Banco Master e chegou a dois milhões de visualizações no Youtube em 24 horas
A publicação permaneceu disponível na plataforma de vídeos, sem ser retirada do ar. A medida da Meta afetou somente o perfil do "Revelando" no Instagram, que reúne mais de 100 mil seguidores. Na rede social, a postagem sobre o caso Master já soma 462 mil curtidas e mais de 110 mil compartilhamentos. Ao todo, são quase 5 milhões de visualizações.
Ao comentar a derrubada do perfil, Fábio Porchat afirmou que a página foi retirada do ar pela Meta sem justificativa. O humorista defendeu que o conteúdo publicado pelo projeto se baseia em informações já divulgadas pela imprensa. "O vídeo não era campanha, não era calúnia, não era achismo. Era uma lista de fatos, todos eles amplamente reportados pela imprensa, explicados de uma forma acessível pra todo mundo", disse.
Após a reativação da conta, ele pediu que os seguidores continuassem compartilhando os conteúdos e afirmou que "o melhor remédio contra as tentativas de censura somos nós mesmos". Ao final, citou um trecho bíblico: "E como já dizia Mateus: 'Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará.'"
A derrubada da conta foi noticiada pela Folha de S. Paulo na manhã desta quarta-feira e passou a repercutir nas redes sociais. Apoiadores do Calma Urgente e seguidores de Fábio Porchat acusaram a Meta de 'perseguição política' e cobraram explicações sobre a decisão.