Líder do governo diz que pode faltar viabilidade para CPI do Master pelo calendário eleitoral

Randolfe Rodrigues afirmou que governo Lula vai avaliar se apoia a eventual comissão; segundo o senador, esvaziamento do Congresso por causa das eleições pode interferir no funcionamento do colegiado

8 jan 2026 - 13h45

BRASÍLIA - O líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), afirmou nesta quinta-feira, 8, que o governo não definiu se apoiará uma eventual Comissão Parlamentar Mista de Inquérito para investigar o Banco Master. Segundo ele, poderia faltar uma "viabilidade pragmática" do funcionamento da comissão, pelo provável esvaziamento do Congresso por causa das eleições de outubro.

"Não sei se há viabilidade pragmática do funcionamento do Congresso Nacional que possibilita a CPI, mas o governo não tem nenhum veto a qualquer tipo de investigação, seja qual for. Inclusive, sobre a CPI, nós vamos avaliar", afirmou Randolfe no Palácio do Planalto, antes da cerimônia de memória aos atos extremistas de 8 de Janeiro de 2023.

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O senador disse que o governo é favorável a investigações sobre as possíveis fraudes do Master e defendeu o Banco Central, que foi alvo de ataques nas redes sociais.

"A posição do governo é que as investigações sigam e ocorram. A posição que temos é que o Banco Central tem que ser respeitado nas suas atribuições. [...] A posição do governo é que as investigações aconteçam, custe o que custar, atinja quem tiver que atingir", disse o parlamentar.

O pedido de abertura de uma CPI tem sido articulado pelo deputado Carlos Jordy (PL-RJ), que afirma já ter as assinaturas mínimas para o protocolo. Cabe ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-RJ), decidir se autoriza ou não a instalação do colegiado. Alcolumbre, porém, costuma ser contrário ao funcionamento de CPIs, por acreditar que travam o andamento do Congresso.

Veto à dosimetria

Randolfe Rodrigues afirmou também que o governo trabalhará para manter o veto do projeto da dosimetria, que reduz penas para os condenados pelo 8 de Janeiro. "Vai ser natural a nossa parte também mobilizar para que o veto seja mantido."

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Comentou ainda a decisão de Alcolumbre e do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), de não comparecerem ao evento no Planalto para lembrar o 8 de Janeiro. "O ano passado não foi diferente. É uma escolha que tem que ser respeitada, a dos presidentes das Casas. O importante é que a data de hoje tem que ser sempre lembrada, para que não se esqueça, para que nunca mais aconteça", disse.

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