Kassab descarta aliança com Fernando Haddad, em São Paulo, e diz que apoio a Tarcísio está decidido

Presidente do PSD diz que recebeu mensagem de pré-candidato do PT, que fez acenos públicos ao partido

9 abr 2026 - 22h56

O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, descartou uma aliança do partido com o pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad. O ex-ministro da Fazenda e seus aliados fizeram acenos a Kassab nos últimos dias, mas o dirigente disse nesta quinta-feira, 9, que o PSD está fechado com o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).

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"Ele (Haddad) enviou uma mensagem de feliz páscoa e eu retribui. Até posso (conversar com ele), porque acho que discutir políticas públicas e ideias é muito importante", afirmou Kassab após participar de um jantar em São Paulo ao lado do presidente nacional do PT, Edinho Silva. "A questão do apoio ao governador Tarcísio é uma questão já decidida no PSD", completou.

Kassab e Edinho debatem em evento promovido pelo Esfera Brasil
Kassab e Edinho debatem em evento promovido pelo Esfera Brasil
Foto: Iara Morcelli / Divulgação/ Esfera Brasil / Estadão

Nesta quinta-feira, Haddad afirmou em entrevista ao SBT News que trocou mensagens com Kassab e disse que gostaria de conversar com o dirigente sobre a campanha paulista.

"É bom querer entender o que se passa. Por que ele apoiaria o Tarcísio ainda, depois desses três anos? Qual é a marca ou a vitrine, qual indicador que ele está olhando para achar que esse governo merece continuidade?", questionou o ex-ministro da Fazenda na entrevista.

Na saída do jantar desta quinta-feira, Kassab também foi questionado se o PSD já iniciou conversas com algum partido para uma eventual aliança na chapa presidencial do ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado. O dirigente respondeu que não há partidos disponíveis para aliança e que o PSD está focado hoje em estabelecer compromissos do pré-candidato com a sociedade.

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"Neste momento, não há foco do partido em nenhuma aliança", afirmou. Sobre a escolha do vice de Caiado, Kassab indicou que deve ocorrer apenas em julho.

Edinho foi questionado, na saída do evento, sobre a possibilidade de aliança com o PSD, mas disse que não está participando das articulações em São Paulo. "Certamente, Fernando Haddad vai abrir diálogo com todos os partidos que queiram estar conosco", respondeu o presidente do PT.

Ele também negou haver uma disputa entre os ex-ministros Márcio França (PSB) e Marina Silva (Rede) pela segunda vaga ao Senado na chapa de Haddad. "Quem não ocupar a vaga ao Senado terá outro papel no processo eleitoral", disse Edinho. A posição de vice de Haddad também não foi definida.

Edinho reforçou que a articulação será conduzida por Haddad e que tanto França quanto Marina fortalecerão o projeto do PT não só em São Paulo, "mas também construindo a base política para a reeleição do presidente Lula".

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Escala 6x1

Kassab e Edinho falaram com a imprensa após passarem pouco mais de uma hora debatendo a eleição presidencial e as reformas que consideram necessárias para o Brasil. A plateia era majoritariamente formada por empresários, como Rubens Ometto (Cosan) e Flávio Rocha (Riachuelo).

Kassab expressou preocupação que a discussão sobre o projeto da escala de trabalho 6 X 1 seja feita tão próximo das eleições e de forma açodada. Ele foi aplaudido pelos presentes.

Já Edinho defendeu a opção do governo Lula de enviar um projeto próprio para ser discutido com urgência. O argumento do presidente do PT é que o debate principal poderá ser feito com calma durante a regulamentação da lei. "É a regulamentação que vai mobilizar a sociedade", afirmou.

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