José Dirceu defende Haddad como candidato em SP e permanência de Alckmin como vice de Lula

Ex-ministro da Casa Civil afirma que aliança entre Lula e Alckmin é 'pacto político' e diz que candidatura de Haddad ao governo de São Paulo faz parte da estratégia do PT para 2026

6 fev 2026 - 12h52

O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu (PT) se somou a outros petistas ao defender a candidatura do ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), ao governo de São Paulo nas eleições deste ano, contra o atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Dirceu também citou a possibilidade de Haddad disputar uma vaga no Senado, como alternativa no cenário paulista.

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Durante evento de 46.º aniversário do Partido dos Trabalhadores (PT), em Salvador (BA), o ex-ministro também sinalizou apoio à manutenção do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) na chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

José Dirceu defendeu a candidatura de Fernando Haddad ao governo de São Paulo e a manutenção de Geraldo Alckmin como vice de Lula
José Dirceu defendeu a candidatura de Fernando Haddad ao governo de São Paulo e a manutenção de Geraldo Alckmin como vice de Lula
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil / Estadão

Segundo Dirceu, a manutenção de Alckmin como vice é condição para a estratégia eleitoral do partido em São Paulo. Ele afirmou defender "há muito tempo" a candidatura de Haddad ao Palácio dos Bandeirantes e classificou a aliança entre Lula e Alckmin como um "pacto político" com a sociedade. "Foi uma espécie de contrato que nós assinamos com o eleitorado, de que essa aliança criaria as condições para vencermos a eleição", disse.

Pressão sobre Haddad

O presidente Lula tem insistido para que Haddad seja o candidato do PT ao governo de São Paulo em 2026. O ministro, porém, resiste à ideia e tem manifestado o desejo de atuar na coordenação da campanha à reeleição de Lula. Nos últimos dias, no entanto, passou a sinalizar que pode ceder à pressão interna.

A ofensiva não se restringe ao presidente. A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), afirmou que Haddad precisa "vestir a camisa" e entrar na disputa. "Precisamos que Haddad seja candidato. Temos de escalar os melhores quadros e precisamos que todos entrem em campo", disse, em conversa com jornalistas na semana passada.

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A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB), também reforçou a pressão e afirmou que Haddad não pode se esquivar da missão. "O quadro não fecha sem ele. E ele precisa ter essa consciência, e acho que tem", disse.

Também cotada para o cargo, Tebet afirmou que já se colocou à disposição de Lula para disputar uma vaga ao Senado, seja por São Paulo ou por Mato Grosso do Sul, Estado que já representou.

Na terça-feira, 3, o ministro afirmou que tem tratado do cenário eleitoral com Lula. "Vamos ver quem convence quem", disse em entrevista à rádio BandNews FM, ao reiterar que sua preferência é atuar na campanha presidencial.

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