Jerônimo defende Jaques Wagner na Bahia, mas admite 'desgaste muito grande' com caso Master

Governador baiano diz que o aliado, investigado pela Polícia Federal, não foi julgado e afirmou que sua defesa está prestando os esclarecimentos necessários; Wagner nega ter recebido dinheiro ou vantagens indevidas do banco de Daniel Vorcaro

2 set 2026 - 11h07
Resumo
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, defendeu o senador Jaques Wagner diante das investigações da PF na Operação Compliance Zero, que apura supostas relações ilícitas com o Banco Master. Apesar de ressaltar que o aliado não foi julgado e colabora com a Justiça, Jerônimo admitiu que o caso gera forte desgaste político. Alvo de buscas autorizadas pelo STF, Wagner nega irregularidades e vantagens indevidas, comparando o episódio a acusações passadas que acabaram arquivadas.

SALVADOR - O governador da Bahia e candidato à reeleição, Jerônimo Rodrigues (PT), voltou a defender, nesta quarta-feira, 2, o senador Jaques Wagner (PT-BA), que também busca retornar ao cargo nas eleições deste ano. Admitiu, no entanto, que as investigações relacionadas ao Banco Master provocam "um desgaste muito grande".

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O governador ressaltou que o aliado não foi julgado e afirmou que sua defesa está prestando os esclarecimentos necessários. "Ele não foi julgado. Tem uma acusação e está respondendo", declarou Jerônimo, em sabatina na Rádio Piatã FM. O governador comparou o episódio à investigação sobre a reforma da Arena Fonte Nova, arquivada em 2024, e disse que, naquele caso, "não conseguiram provar nada" contra Wagner.

"Agora, novamente, chega uma denúncia como essa e ele está se colocando à disposição para as informações e o depoimento que forem necessários. O advogado dele está cuidando, está tratando", acrescentou.

Jerônimo reconheceu, contudo, o impacto político das suspeitas. "Esse tema do Master acaba gerando um desgaste muito grande, como outros em outras histórias", afirmou. Na sequência, sem citar nominalmente Wagner, disse ficar "muito triste" quando pessoas se envolvem em condutas incompatíveis com a honestidade.

"A gente tem uma história de honestidade, de responsabilidade. Eu fico triste quando alguém se envolve com algum movimento que não seja o da honestidade. Espero que a Justiça apure isso", declarou.

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Wagner foi alvo, em junho, de mandados de busca e apreensão autorizados pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), em uma fase da Operação Compliance Zero.

A Polícia Federal apura uma possível relação ilícita entre o senador e executivos ligados ao Banco Master. A decisão que autorizou as buscas não representa denúncia formal contra o parlamentar. Wagner nega ter recebido dinheiro ou vantagens indevidas do banco.

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