Quaest: para 40%, caso Lulinha prejudica muito Lula; 42% veem forte dano a Flávio com Master

2 set 2026 - 11h16
Resumo
Pesquisa Quaest aponta que investigações atingem as campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro. Para 40% dos eleitores, os inquéritos da PF contra Fábio Luís, filho de Lula, prejudicam muito o presidente, e 54% acham suas explicações não convincentes. Já as suspeitas envolvendo Flávio e o Banco Master prejudicam muito o senador para 42%, com 52% rejeitando suas justificativas. Conhecidos por 66% do eleitorado, ambos os casos causam forte impacto negativo na percepção pública dos candidatos.

As investigações envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e as suspeitas sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) no caso Master prejudicam muito as campanhas dos dois candidatos, na avaliação da maior parcela dos eleitores ouvidos pela Quaest. A pesquisa foi divulgada nesta quarta-feira, 2.

De acordo com o levantamento, 40% afirmam que o caso Lulinha prejudica muito a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Outros 25% avaliam que prejudica pouco, enquanto 31% não veem impacto.

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Fábio Luís é alvo de três inquéritos da Polícia Federal (PF) autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF). As investigações apuram suspeitas de tráfico de influência, favorecimento de empresários interessados em negócios com órgãos públicos e atuação em benefício próprio.

No caso de Flávio Bolsonaro, 42% dizem que as suspeitas relacionadas ao Banco Master prejudicam muito sua campanha. Para 22%, o impacto é pequeno, enquanto 29% afirmam que o episódio não prejudica o senador.

Em maio, o site Intercept Brasil publicou um áudio no qual Flávio cobrava recursos do banqueiro Daniel Vorcaro para financiar "Dark Horse", cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

As explicações apresentadas pelos candidatos não convenceram a maioria dos entrevistados. Sobre o caso Lulinha, 54% consideraram que Lula não deu justificativas convincentes, ante 22% que avaliaram o contrário. Em relação ao caso Master, 52% disseram que as explicações de Flávio não foram convincentes, enquanto 24% as consideraram satisfatórias.

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Segundo a Quaest, 66% dos eleitores afirmam conhecer o caso Lulinha. O mesmo porcentual declara ter conhecimento das suspeitas relacionadas a Flávio Bolsonaro e ao Banco Master.

A pesquisa, contratada pela TV Globo e pelo jornal O Globo , ouviu 2.004 eleitores entre os dias 30 de agosto e 1º de setembro. A margem de erro é de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-07065/2026.

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