Janones diz que não aceitaria convite para ministério de Lula e que seguirá como deputado federal

Deputado afirmou ao Fantástico que recusaria um eventual convite para integrar o governo; parlamentar pretende permanecer na Rede e exercer seu mandato no Congresso

1 nov 2026 - 22h43
Resumo
O deputado federal André Janones (Rede-MG) afirmou que recusará qualquer convite para assumir ministérios no governo Lula, incluindo a Secom. Destaque na estratégia digital que impulsionou a campanha petista, Janones decidiu cumprir seu mandato na Câmara e permanecer na Rede. O parlamentar justificou que será mais útil atuando diretamente no Congresso Nacional, onde pretende articular apoio e ajudar na aprovação de projetos prioritários para a nova gestão do presidente.

O deputado federal André Janones (Rede-MG) afirmou, em entrevista ao Fantástico neste domingo, 1º, que não pretende assumir um ministério no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo o parlamentar, caso receba um convite, irá recusá-lo para continuar exercendo seu mandato na Câmara dos Deputados. Janones também afirmou que permanecerá na Rede e não pretende se filiar ao PT.

O deputado vinha sendo mencionado como possível nome para comandar a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), após ganhar destaque na estratégia de mobilização digital de Lula.

Publicidade
Presidente Lula e deputado André Janones durante live.
Presidente Lula e deputado André Janones durante live.
Foto: Reprodução/Exército do Lula / Estadão

Criador do "Exército do Lula", canal de WhatsApp que reúne mais de 10 milhões de seguidores, Janones teve participação na mobilização de apoiadores do presidente nas redes sociais. A estratégia digital desenvolvida pelo parlamentar foi apontada como importante para a virada eleitoral de Lula e passou a servir de referência para movimentos de esquerda em outros países.

Na última quinta-feira, 29, antes de um almoço com Lula no Palácio da Alvorada, Janones já havia sinalizado que preferia continuar no Legislativo.

"Mas eu acho que posso ajudar muito mais o presidente como deputado", afirmou na ocasião. "Ele vai precisar de muita força no Congresso para aprovar os projetos."

O parlamentar também estabeleceu como meta ampliar o número de participantes do "Exército do Lula" para 13 milhões até a posse presidencial, prevista para 5 de janeiro de 2027. O número faz referência ao 13, utilizado pelo PT nas eleições.

Publicidade
Curtiu? Fique por dentro das principais notícias através do nosso ZAP
Inscreva-se