Haddad menciona que membros da PM de SP, sob Tarcísio, mantinham vínculo com o PCC

9 ago 2026 - 21h28

Depois de o governador do Estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato à reeleição, mencionar que houve avanço, sob sua gestão, do combate ao PCC no setor de transportes, o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) rebateu dizendo que não há um enfrentamento à facção no Estado.

"Uma das coisas mais graves que aconteceram na história da Polícia Militar deste Estado. Coronéis de alta patente vinculados ao crime organizado. Inclusive você teve que afastar o Comandante-Geral da Polícia Militar, sem dizer porque afastou, mas porque ele é suspeito de vinculação com o crime organizado. E ele não é o único", citou Haddad. Os candidatos participam de debate na Band.

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Dentro do tema de segurança pública, Haddad acusou Tarcísio de "não ter sequer um discurso" para combater os casos de feminicídio e racismo registrados no Estado.

O atual governador, por sua vez, disse que o índice de crimes contra mulheres em São Paulo é menor do que em outros Estados e que a rede de proteção foi ampliada sob sua gestão. Também defendeu que os indicadores de roubo e latrocínio em São Paulo estão nas mínimas históricas. Ainda neste assunto, Tarcísio voltou a repetir que acabou com a cracolândia e questionou se não falta ajuda federal para a segurança pública.

O sistema de monitoramento Smart Sampa também entrou em pauta. Haddad afirmou que Tarcísio está no tempo do telefone fixo em termos de inteligência artificial para combater o crime. "Metade das pessoas identificadas pelo Smart Sampa são devedores de pensão alimentícia", criticou o ex-ministro.

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