Frota se oferece para pagar multa de jornalista perseguido por Zambelli, mas não procurou defesa

Vereador de Cotia (SP) disse que pagaria multa nas redes sociais

8 jun 2026 - 19h17

O vereador de Cotia (SP) e ex-deputado federal Alexandre Frota (PDT) se ofereceu publicamente para pagar a multa de R$ 2.216,30 imposta ao jornalista Luan Araújo, o homem perseguido por Carla Zambelli (PL-SP) nas ruas de São Paulo às vésperas do segundo turno de 2022, em ação movida pela ex-deputada.

A promessa, até o momento, ficou somente nas redes sociais. Renan Bohus, advogado de Araújo, afirma que o vereador ainda não entrou em contato.

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Zambelli perseguiu Luan Araujo na véspera da eleição de 2022
Zambelli perseguiu Luan Araujo na véspera da eleição de 2022
Foto: Reprodução (frame do vídeo de Zambelli)/Roseann Kennedy (foto de Luan Araújo) / Estadão

"Luan sou eu Frota, vamos pagar a multa se quiser pede ao ADV p me ligar", disse o vereador.

A multa é imposta ao jornalista Luan Araújo é resultado de condenação por difamação em ação movida por Zambelli. O jornalista havia escrito, no portal "Diário do Centro do Mundo", que a ex-deputada é "seguida por uma seita de doentes de extrema-direita" e integra "uma extrema direita mesquinha, maldosa e que é mercadora da morte". O TJ-SP determinou sua prisão em regime aberto na última segunda-feira, 1º, por não ter quitado o valor.

Nas redes sociais, Araújo afirmou não ter condições de pagar a multa. "A Justiça quer que eu pague um dinheiro que eu não tenho para pagar uma condenação que eu considero injusta", disse.

A disputa entre Zambelli e Araújo ganhou notoriedade em 2022. Às vésperas do segundo turno das eleições para presidente, a ex-deputada federal perseguiu o jornalista com arma em punho. Por esse episódio, ela foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a cinco anos e três meses de prisão.

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Antes, Zambelli também foi condenada ainda a dez anos de prisão pelo STF por invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A ex-deputada fugiu para a Itália, onde foi presa — mas a Corte de Cassação italiana anulou o pedido de extradição e a soltou no final de maio, até a conclusão do caso.

A reportagem procurou Alexandre Frota por meio do telefone do gabinete do vereador em Cotia, mas não conseguiu contato. O espaço segue aberto.

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