Flávio diz confiar no sistema eleitoral, mas não explica dado falso sobre urna citado a embaixadores

Comunicado afirma que pré-candidato à Presidência não questionou a confiabilidade das eleições brasileiras, mas evita explicar declaração que associa, sem provas, as urnas eletrônicas à empresa venezuelana Smartmatic

22 jul 2026 - 11h37

O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), divulgou uma nota nesta quarta-feira, 22, em que afirma não ter colocado em dúvida a integridade do sistema eleitoral brasileiro durante um encontro com diplomatas estrangeiros, realizado em Brasília. O comunicado foi publicado após repercussão de um trecho de seu discurso em que o parlamentar mencionou informações falsas sobre a origem das urnas eletrônicas utilizadas nas eleições brasileiras.

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Em nota, Flávio sustenta que sua manifestação foi interpretada de forma equivocada e afirma que "não está questionando o sistema de votação brasileiro". O texto também diz que o senador apenas fez referência a dois episódios públicos: a reunião entre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e embaixadores que resultou na inelegibilidade do ex-chefe do Executivo e um relatório recentemente divulgado pela CIA sobre supostas fraudes nas eleições da Venezuela.

O documento, porém, não esclarece a origem da afirmação feita pelo senador durante o evento de que as urnas brasileiras teriam a "mesma origem" da empresa venezuelana Smartmatic. A declaração repete uma informação falsa que já havia sido desmentida pela Justiça Eleitoral.

Flávio Bolsonaro citou informação já desmentida pelo TSE sobre urna eletrônica em reunião com embaixadores
Flávio Bolsonaro citou informação já desmentida pelo TSE sobre urna eletrônica em reunião com embaixadores
Foto: @flaviobolsonaro via YouTube / Estadão

Durante o discurso, Flávio afirmou que uma das suspeitas sobre o processo eleitoral venezuelano envolveria a empresa Smartmatic e acrescentou que "muitas dessas máquinas que são utilizadas nas eleições brasileiras têm a mesma origem dessa empresa venezuelana". A afirmação contraria informações oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Desde 2017, quando a alegação passou a circular nas redes sociais, o TSE informa que a Smartmatic nunca forneceu urnas eletrônicas para as eleições brasileiras. Segundo a Corte, os equipamentos utilizados no País foram desenvolvidos por técnicos da Justiça Eleitoral e são fabricados por empresas contratadas por meio de licitações públicas, sem qualquer participação da companhia venezuelana.

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A nova nota é assinada por Flávio Bolsonaro, pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador-geral da pré-campanha, e pela advogada Maria Claudia Bucchianeri, coordenadora jurídica da equipe.

O comunicado afirma a "integral confiança no sistema eleitoral brasileiro" e defende a ampliação das missões internacionais de observação das eleições. Segundo o texto, a presença de observadores estrangeiros contribui para o aperfeiçoamento do processo eleitoral, ampliando a transparência, a integridade e a confiança pública nas eleições.

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