Flávio: Caneta de emagrecimento no SUS é a nova picanha do Lula, ele não vai entregar

28 set 2026 - 22h20
Resumo
O senador Flávio Bolsonaro criticou a proposta do presidente Lula de distribuir canetas emagrecedoras pelo SUS, classificando-a como uma promessa eleitoreira inviável e comparando-a à da picanha. Ele apontou a falta de remédios básicos nos postos para contestar o projeto. A iniciativa governamental prevê remédios como semaglutida e liraglutida para tratar a obesidade e já foi submetida à análise da Conitec pelo Ministério da Saúde, que também conduz estudos clínicos com pacientes em Porto Alegre.

O candidato do PL à Presidência, senador Flávio Bolsonaro, comparou nesta segunda-feira, 28, a proposta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de oferecer canetas emagrecedoras pelo Sistema Único de Saúde (SUS) à promessa de picanha feita pelo petista em eleições anteriores. Em entrevista ao SantoFlow Podcast, Flávio afirmou que Lula "não vai entregar" os medicamentos e acusou o adversário de fazer promessas que considera inviáveis em busca de votos.

"Está faltando remédio para dor de cabeça na UBS e o cara está prometendo canetinha de R$ 3 mil por mês", disse Flávio, em referência aos medicamentos utilizados no tratamento da obesidade. "É a nova picanha dele. Ele vai prometer e não vai entregar", afirmou.

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O senador também buscou contrapor sua proposta econômica à do atual governo. "Eu quero que o pobre seja rico e o Lula quer que o pobre se mantenha na pobreza. Comigo aqui é prosperidade", declarou. Em outro momento, afirmou que sabe que pode "fazer muito mais que Lula" e que pretende fazer com que as pessoas tenham "ambição de prosperar".

Flávio ainda afirmou que Lula "não é pai dos pobres há muito tempo" e fez referência a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente. "Ele é pai de um cara muito rico, o Lulinha", declarou.

O candidato do PL também disse que brasileiros pobres estão "na fila do osso" durante o atual governo e afirmou que não pretende fazer propostas que considera inexequíveis. "Eu não vou prometer coisas mirabolantes atrás de voto, como acontece com o Lula", disse.

A oferta de canetas emagrecedoras pelo SUS foi anunciada por Lula em 17 de setembro, durante visita à fábrica da Eurofarma em Montes Claros (MG). Na ocasião, o presidente afirmou que os medicamentos seriam oferecidos gratuitamente a pessoas com obesidade, mediante indicação e acompanhamento médico.

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Na quinta-feira, 24, o Ministério da Saúde protocolou na Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) um pedido de análise para que medicamentos da classe GLP-1 sejam oferecidos para o tratamento da obesidade. A solicitação prevê a avaliação de medicamentos à base de semaglutida ou liraglutida. A oferta dependerá da análise da comissão e da definição de critérios clínicos para determinar quais pacientes poderão receber o tratamento.

O Ministério da Saúde também conduz um estudo com 250 pacientes do SUS com obesidade grave ou associada a outras doenças no Grupo Hospitalar Conceição, em Porto Alegre. Entre os objetivos está avaliar se o tratamento pode beneficiar pacientes que aguardam cirurgia bariátrica e reduzir complicações relacionadas à obesidade.

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