Flávio Bolsonaro indica dois funcionários para seu gabinete depois de fugir do país

Nomeações foram oficializadas na última quarta-feira, 3, para os cargos de auxiliares parlamentares pleno e sênior

5 nov 2026 - 20h46
Resumo
Após fugir para os EUA para não entregar o passaporte por ordem do STF, o senador Flávio Bolsonaro nomeou dois novos assessores para seu gabinete. Investigado por lavagem de dinheiro e corrupção, ele contrariou declarações recentes de que permaneceria no Brasil. Com a evasão internacional, justificada pela PF pelo risco de fuga e conexões no exterior, o parlamentar agora corre o risco de perder seu mandato no Senado por excesso de faltas não justificadas às sessões legislativas.

O senador e ex-candidato à presidência da República Flávio Bolsonaro já nomeou dois assessores parlamentares para o seu gabinete no Senado desde que fugiu do País na semana passada.

Fabiano Augusto de Souza Araújo e Maria Carolina Albuquerque e Silva foram nomeados na última quarta-feira, 3, para os cargos de auxiliar parlamentar pleno e auxiliar parlamentar sênior, respectivamente, no gabinete de Flávio.

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Com isso, o senador passa a ter cinco auxiliares com o cargo sênior e quatro auxiliares plenos.

O candidato derrotado foi para os Estados Unidos após Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), decidir que ele deveria entregar seus passaportes às autoridades.

Com a fuga para os Estados Unidos, o ex-candidato do PL pode perder o cargo por falta, uma vez que, segundo o artigo 55, inciso III, da Constituição, perde o mandato o senador que deixar de comparecer e não apresentar justificativa em cada sessão legislativa, à terça parte das sessões ordinárias.

Um dia antes da fuga, 26 de outubro, ele publicou um vídeo nas redes sociais afirmando que não deixaria o país e que entregaria seus passaportes. "Eu nunca pensei em sair do País. Eu vou entregar os meus passaportes e vou me defender dessa aberração, que é uma clara tentativa de me intimidar", disse.

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No pedido feito pela Polícia Federal ao ministro para que a decisão fosse tomada, foi citado o "risco concreto de Evasão". A PF também justificou a medida pelo "precedente concreto" de Willer Tomaz, advogado e amigo do senador, que está nos Estados Unidos enquanto é investigado.

A determinação foi no âmbito do inquérito no qual Flávio é investigado, junto a Willer, por lavagem de dinheiro. Também existe outro inquérito contra o senador no STF, que investiga lavagem de dinheiro e corrupção no caso do filme Dark Horse.

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