Flávio Bolsonaro diz que Lula é antissemita e afirma que EUA constroem modelo internacional

Senador se apresentou como candidato à Presidência em conferência e afirmou que, em episódios recentes, Lula deixou de condenar o Hamas para atacar Israel e que o Brasil integra o grupo de países que apoiam o terrorismo

27 jan 2026 - 12h38

BRASÍLIA - O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, chamou nesta terça-feira, 27, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de antissemita e classificou as ações dos Estados Unidos como um "novo modelo de cooperação internacional". Flávio e Lula devem disputar a Presidência neste ano.

"Lula é antissemita. Isso não é um slogan, não é exagero. É baseado em suas ideias, seus conselheiros, suas palavras e suas ações", disse Flávio durante a "Conferência Anual de Combate ao Antissemitismo", em Israel.

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O parlamentar brasileiro afirmou que, em episódios recentes, Lula deixou de condenar o Hamas para atacar Israel e que o Brasil integra o grupo de países que apoiam o terrorismo. Também citou Celso Amorim, assessor-chefe da Assessoria Especial do presidente. "O principal responsável pela política internacional de Lula, seu maior conselheiro, Celso Amorim, escreveu o prefácio de um livro que aplaude o Hamas e o apresenta como um grupo político normal", disse.

Eduardo e Flávio Bolsonaro com Binyamin Netanyahu
Eduardo e Flávio Bolsonaro com Binyamin Netanyahu
Foto: @BolsonaroSP via Instagram / Estadão

Flávio, que se apresentou "não apenas como um senador, mas como candidato à Presidência", disse que se alinhará a Israel, caso seja eleito presidente. "Israel está na linha de frente da democracia contra a barbárie. Deixe-me dizer isso claramente, o Brasil deve estar com Israel, com os judeus, com as democracias que lutam contra o terror", afirmou.

Numa indireta a Lula, o senador afirmou que "o próximo presidente brasileiro não será persona non grata em Israel" e que os dois países "compartilham uma longa e honrosa história", com "valores compartilhados", como liberdade, democracia e respeito pela vida.

Em 2024, o ministro das Relações Exteriores israelense, Israel Katz, afirmou que o presidente Lula é considerado persona non grata em Israel até que ele se desculpe pelas declarações em que compara a ofensiva israelense na Faixa de Gaza ao extermínio de judeus feito pela Alemanha Nazista de Adolf Hitler, entre 1933 e 1945.

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"O Brasil se uniu a Israel na luta contra o terrorismo, sem desculpas e sem duplo padrão. Infelizmente, esse legado foi quebrado. Hoje, o antissemitismo não é um problema menor, não é apenas parte do passado, é real e uma ameaça global", falou.

Acenos aos EUA e a Milei

Flávio defendeu a ação dos Estados Unidos e do presidente argentino, Javier Milei, na política internacional. Segundo ele, os Estados Unidos "ajudaram a construir um novo modelo de cooperação internacional". Também afirmou que, caso seja eleito presidente, seguirá a mesma linha de acordos de Milei.

"Os acordos liderados pelo grande presidente argentino, Javier Milei, são um passo histórico. Eles fortaleceram as ligações diplomáticas, econômicas e institucionais entre Israel e as democracias latino-americanas. E deixe-me dizer isso claramente: se depender de mim, o Brasil oficialmente assinará os acordos em janeiro de 2027?, disse.

Flávio e o irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), se encontraram com o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, na noite desta segunda-feira, 26. Os dois postaram registros nas redes sociais. "Tivemos um tempo significativo com o Chefe de Estado, o Comandante das Forças: Benjamin Netanyahu", escreveu Eduardo.

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"Fico muito grato pelo convite para participar da Conferência Internacional de Combate ao Antissemitismo, em Israel. Foi uma honra me encontrar com o primeiro-ministro @netanyahu e com autoridades que levam a sério a defesa da vida, da liberdade e da verdade", disse Flávio.

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