O presidente do STF, Edson Fachin, cancelou a sessão plenária desta quinta-feira devido à convocação de uma extraordinária na próxima terça-feira, que avaliará a abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes. A decisão ocorre em meio à escalada da crise na Corte, que já havia cancelado a sessão anterior e motivado Fachin a retirar Moraes do inquérito das fake news. Moraes também chegou a agendar e cancelar um pronunciamento, intensificando o clima de tensão interna no tribunal.
BRASÍLIA - O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, cancelou a sessão plenária desta quinta-feira, 10. Segundo informe da Presidência divulgado pela assessoria do STF, a plenária foi cancelada porque já será realizada uma sessão extraordinária na próxima terça-feira, 15, para analisar se abre uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes.
"Tendo presente que a sessão prevista para hoje é extraordinária, assim como extraordinária é a sessão convocada para a próxima terça-feira, comunica-se o cancelamento da sessão de hoje. A sessão de terça-feira será realizada nos termos da convocação já levada a efeito", diz o informe.
A sessão da quarta-feira, 9, já havia sido cancelada em meio à escalada da crise na Corte. Ao final do dia, Fachin decidiu tirar Moraes da relatoria do inquérito das fake news e suspendeu liminares que haviam afastado e reintegrado no cargo o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues.
O ministro Alexandre de Moraes, peça central da crise, chegou a marcar um pronunciamento na manhã desda quinta, mas também o cancelou poucos minutos depois.
A última vez em que o plenário do STF se reuniu foi na quarta-feira passada, dia 2, apenas um dia após a divulgação das mensagens trocadas entre Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes, reveladas em detalhes pelo Estadão. Na ocasião, os ministros se esforçaram para conferir um ar de normalidade à sessão. Ainda assim, Mendonça e Moraes, protagonistas do embate, não se cumprimentaram e nem se olharam.