Erika Hilton acusa direção do Psol de favorecer candidaturas e cita Manuela D'Ávila ao falar de "privilégio branco e cis"

As declarações ocorrem poucos meses após a corrente Revolução Solidária, liderada por Erika Hilton e pelo deputado licenciado e ministro Guilherme Boulos, optar por permanecer no PSOL para as eleições de 2026

23 jun 2026 - 19h56

A deputada federal Erika Hilton fez duras críticas à direção nacional do PSOL após questionar os critérios de distribuição de recursos para as eleições de 2026. Em publicações nas redes sociais, a parlamentar afirmou estar "chocada e decepcionada" com o que classificou como descumprimento de acordos internos e alegou que sua campanha à reeleição corre risco de ser inviabilizada. Segundo ela, a legenda estaria reduzindo o apoio a candidaturas com maior potencial eleitoral, mesmo diante da necessidade de fortalecer a bancada do partido na Câmara dos Deputados.

Foto: Reprodução / Porto Alegre 24 horas

Nas críticas, Erika citou diretamente a jornalista e ex-deputada Manuela D'Ávila, recém-filiada ao PSOL e pré-candidata ao Senado pelo Rio Grande do Sul. A deputada afirmou que Manuela teria previsão de receber mais que o dobro dos recursos destinados à sua campanha. Ela também comparou sua situação à do presidente da Federação PSOL-Rede, Juliano Medeiros, sustentando que ambos teriam tratamento privilegiado na divisão dos recursos. "Respeito a trajetória deles e adoraria vê-los eleitos, mas isso é o privilégio branco e cis sobrepondo tudo", escreveu.

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Erika também acusou a direção nacional do partido, presidida por Paula Coradi, de desmontar mecanismos internos voltados à inclusão de mulheres, negros e pessoas com deficiência na distribuição do fundo eleitoral. Segundo ela, a mudança representa um retrocesso e prejudica lideranças que, na sua avaliação, têm forte capacidade de mobilização popular. A parlamentar ainda afirmou que a legenda corre o risco de repetir erros do passado ao subestimar candidaturas competitivas e defendeu mais transparência na definição dos recursos destinados às campanhas.

As declarações ocorrem poucos meses após a corrente Revolução Solidária, liderada por Erika Hilton e pelo deputado licenciado e ministro Guilherme Boulos, optar por permanecer no PSOL para as eleições de 2026. Na ocasião, o grupo argumentou que deixar a legenda poderia comprometer sua sobrevivência diante da cláusula de barreira. Agora, a deputada cobra que o partido cumpra os compromissos assumidos e alerta que enfraquecer candidaturas consideradas estratégicas pode representar, segundo suas palavras, um "suicídio político" para a própria legenda.

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