Em meio à crise no STF, Michelle Bolsonaro defendeu o ministro André Mendonça nas redes sociais, chamando-o de "homem de Deus". A tensão na Corte cresceu após Mendonça, relator do caso Banco Master, retirar o sigilo de dados da PF que revelaram mensagens sigilosas entre Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro. Em resposta, Moraes acusou Mendonça de improbidade e abuso de autoridade. Informações recentes também apontam que Mendonça se reuniu pessoalmente com Vorcaro no início de 2025.
Em meio a uma crise envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), a ex-primeira-dama e candidata ao Senado, Michelle Bolsonaro (PL), saiu em defesa do ministro André Mendonça. "Você é um grande e verdadeiro homem de Deus", disse Michelle em uma postagem no Instagram.
Sem mencionar a atual crise institucional que envolve a Corte, a ex-primeira-dama lembrou de quando o nome do magistrado foi indicado à Corte pelo então presidente Jair Bolsonaro (PL), além de elogiar Mendonça, chamando-o de "escolhido e ungido do senhor".
"Saiba que a amada Igreja o ama! Saiba que existem homens, mulheres, jovens e até crianças que oram, choram e se alegram por você! Você foi chamado para este tempo. A nossa maior alegria é saber que você é um grande e verdadeiro homem de Deus!", disse Michelle, na postagem.
O clima de tensão na Corte se intensificou após a revelação de mensagens trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, que mostraram que ambos conversaram sobre detalhes sensíveis da Operação Compliance Zero dias antes da prisão do banqueiro.
André Mendonça, por sua vez, é relator do caso Master no Supremo e liberou o sigilo de informações da Polícia Federal que liberaram as mensagens comprometedoras. Nesta semana, após as revelações, Moraes usou o inquérito das fake news para acusar Mendonça de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade.
Revelações recentes também mostraram que Mendonça recebeu pessoalmente o banqueiro Daniel Vorcaro no início de 2025. A informação foi confirmada pelo próprio ministro, que disse que o encontro durou entre 20 e 30 minutos e ocorreu na sede do instituto educacional mantido pelo ministro, na cidade de São Paulo.