A entrada do ex-governador Germano Rigotto na disputa pelo Senado alterou o cenário eleitoral no Rio Grande do Sul e ampliou a fragmentação no campo da direita. Com a nova configuração, parte dos votos que antes se concentravam em nomes como Marcel van Hattem e Ubiratan Sanderson passou a migrar para Rigotto, dividindo forças e reduzindo a competitividade individual desses candidatos. Esse movimento acabou beneficiando os nomes ligados ao campo progressista, com Manuela D'Ávila e Paulo Pimenta se consolidando entre os primeiros colocados.
Uma pesquisa de opinião realizada pelo Véritas Pesquisas entre os dias 26 e 28 de março no Rio Grande do Sul aponta um cenário ainda indefinido na disputa ao Senado. Com mil entrevistados e margem de erro de três pontos percentuais, o levantamento mostra que mais de 70% dos eleitores não souberam ou não quiseram indicar um candidato na modalidade espontânea, evidenciando o alto nível de indecisão e a baixa consolidação das candidaturas até o momento.
No cenário estimulado, que considera a possibilidade de o eleitor escolher dois candidatos, a disputa se mostra mais equilibrada. Manuela (32,9%), Pimenta (32,5%) e Germano Rigotto (32,2%) aparecem tecnicamente empatados na liderança. Logo atrás, Ubiratan Sanderson e Marcel van Hattem formam um segundo bloco competitivo, com 17,9% e 18,9%, respectivamente, indicando um cenário fragmentado e sem ampla vantagem de um único candidato.
Quando analisados separadamente, os votos também revelam alternância nas posições. No primeiro voto, Manuela lidera com 21,2%, seguida por Pimenta (18,4%) e Rigotto (15,9%). Já no segundo voto, Rigotto aparece à frente com 16,3%, acompanhado por Pimenta (14,1%) e Manuela (11,7%). O levantamento ainda aponta rejeição distribuída entre os principais nomes, reforçando um quadro aberto e sujeito a mudanças significativas até o período eleitoral.