O governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo, afirmou que Flávio Bolsonaro se comprometeu a renegociar a dívida de quase R$ 200 bilhões do estado com a União caso seja eleito presidente. A proposta visa converter as parcelas do débito em investimentos diretos em infraestrutura e segurança pública locais, áreas de competência federal. Tratada como prioridade de gestão para ampliar a capacidade financeira estadual, a medida dependerá de futuras negociações e viabilidade jurídica.
O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), governador eleito de Minas Gerais, afirmou que Flávio Bolsonaro (PL), caso seja eleito presidente da República, se comprometeu a discutir alternativas para a dívida de quase R$ 200 bilhões do Estado com a União. A proposta prevê a possibilidade de destinar recursos que seriam utilizados no pagamento das parcelas para obras e investimentos em Minas Gerais.
Segundo Cleitinho, as conversas com o candidato à Presidência envolvem a aplicação de recursos em áreas como infraestrutura e segurança pública, especialmente em setores nos quais o governo federal tem responsabilidade. A iniciativa busca ampliar os investimentos no estado sem comprometer a execução de políticas públicas.
"Existem muitas obras que são de competência do governo federal. Então queremos pegar essa prestação que a gente vai pagar e devolver em infraestrutura, investimento, segurança pública, em todas as áreas que são de competência do governo federal. Ele fez esse compromisso, que é extremamente importante para Minas Gerais", declarou em entrevista ao Jornal Itatiaia.
Cleitinho considera a questão da dívida uma das prioridades de sua futura gestão. Para ele, encontrar alternativas para o pagamento do débito é fundamental para ampliar a capacidade de investimento de Minas Gerais e viabilizar obras e ações em benefício da população.
A proposta, no entanto, dependerá das negociações com o governo federal e das condições legais e financeiras para direcionar recursos ao estado. O tema deve integrar as primeiras articulações políticas de Cleitinho à frente do governo mineiro.