Cármen Lúcia: 7 curiosidades sobre a ministra do STF que pediu desculpas ao povo brasileiro

16 set 2026 - 13h06
A ministra Cármen Lúcia
A ministra Cármen Lúcia
Foto: Luiz Silveira/STF

O nome de Cármen Lúcia voltou ao centro do noticiário nesta semana após uma manifestação da ministra durante uma sessão extraordinária do Supremo Tribunal Federal (STF). Em meio à crise que atingiu a Corte, ela afirmou estar em estado de “profunda consternação e tristeza” e pediu desculpas ao povo brasileiro pela situação.

“Eu peço, de certa maneira, desculpa ao povo brasileiro”, declarou a ministra. Cármen Lúcia também disse estar “um pouco até envergonhada” com o momento vivido pelo Supremo e lamentou que, a menos de 20 dias da eleição, a atenção do país estivesse concentrada em questões internas da Corte.

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Segundo a ministra, o Judiciário deveria transmitir tranquilidade à população, mas acabou produzindo o efeito contrário. “O poder judicial existe para tranquilizar, geramos intranquilidade”, afirmou.

A fala chamou atenção justamente pelo estilo mais reservado de Cármen Lúcia, que tem uma longa trajetória no Judiciário. Aos 72 anos, a ministra está no STF desde 2006 e já ocupou a Presidência da Corte.

Mas, além dos julgamentos e dos cargos que ocupou, a magistrada também coleciona episódios curiosos pouco conhecidos do público. Confira oito fatos sobre Cármen Lúcia.

1. Ela nasceu em Montes Claros, em Minas Gerais

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Cármen Lúcia Antunes Rocha nasceu em 14 de abril de 1954, em Montes Claros (MG). Filha de uma família mineira e uma das integrantes de uma família de sete irmãos, construiu sua carreira no Direito antes de chegar ao Supremo.

Formou-se em Direito pela PUC de Minas Gerais em 1977. Depois, fez mestrado em Direito Constitucional pela UFMG e doutorado em Direito do Estado pela USP. Antes de integrar o STF, foi procuradora do Estado de Minas Gerais e professora de Direito Constitucional.

2. Estudou em colégio interno de freiras

Durante a juventude, Cármen Lúcia estudou em um colégio interno administrado por freiras. Ela permaneceu nesse tipo de instituição até o período em que se preparava para prestar vestibular. A experiência fez parte de sua formação antes da entrada na universidade e da construção da carreira jurídica.

3.  Nunca se casou e decidiu não ter filhos

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Cármen Lúcia já falou publicamente sobre sua decisão de permanecer solteira e sem filhos. Em entrevista ao W/Cast, apresentado por Washington Olivetto, explicou que a escolha esteve relacionada, entre outros fatores, à dedicação à carreira.

"Na minha profissão, hoje, a maioria das mulheres que são (casadas e mães), a gente brinca, 'mãegistradas', magistradas que são mães, elas têm uma dificuldade muito maior do que nós outras, como eu, que não tenho filho, como as que não são mais casadas".

A ministra também comparou as diferenças enfrentadas por homens e mulheres na carreira profissional.

4. Já contou que chegou a pesar 40 quilos

Em uma entrevista ao programa "Conversa com Bial", da TV Globo, Cármen Lúcia falou sobre seus hábitos alimentares e contou que chegou a pesar apenas 40 quilos.

Na ocasião, ao ser questionada sobre a alimentação, relatou que às vezes almoçava apenas duas uvas. A ministra explicou que sua rotina de trabalho era intensa e brincou sobre pessoas que comem bastante e depois passam a vida fazendo dieta. O relato acabou se tornando uma das histórias pessoais mais comentadas sobre a magistrada.

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5. Caetano Veloso cantou o Hino Nacional em sua posse

Na cerimônia de posse como presidente do STF, em setembro de 2016, Caetano Veloso cantou o Hino Nacional a pedido da ministra. O cantor se apresentou sentado, acompanhado de seu violão, no início da solenidade. O episódio reforçou uma característica pouco conhecida de Cármen Lúcia: sua ligação com a música e a cultura brasileira.

6. Surpreendeu ao cantar com Alcione

Em 2018, Cármen Lúcia protagonizou uma cena que chamou atenção nas redes sociais. Durante o seminário "Elas por Elas", realizado em Brasília pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a ministra cantou "Não Deixe o Samba Morrer" ao lado de Alcione.

A cantora incentivou a ministra com um “Vai, Cármen Lúcia!”, e a magistrada acompanhou o refrão. O momento também contou com a participação da então procuradora-geral da República, Raquel Dodge.

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Alcione demonstrou surpresa com a participação da ministra, que costuma manter um perfil mais reservado.

7. Já votou pela interrupção da gravidez em caso de anencefalia

Uma das decisões mais importantes da trajetória de Cármen Lúcia no STF ocorreu em 2012, durante o julgamento da ADPF 54, que discutiu a possibilidade de interrupção da gravidez de fetos diagnosticados com anencefalia.

A ministra votou pela procedência da ação e pela possibilidade de interrupção da gestação nesses casos. Posteriormente, o STF decidiu, por maioria, que a interrupção da gravidez de feto anencéfalo não deveria ser enquadrada como crime.

A decisão passou a integrar a jurisprudência da Corte sobre direitos reprodutivos e dignidade da mulher.

Cármen Lúcia está no STF desde 2006

Indicada pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Cármen Lúcia tomou posse no Supremo em 21 de junho de 2006, ocupando a vaga deixada pelo ministro Nelson Jobim.

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Em 2026, ela completou duas décadas de atuação na Suprema Corte. Ao longo desse período, também presidiu o STF e o TSE, além de participar de julgamentos de grande repercussão nacional.

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