PE: João Campos diz que debate no STF cria 'cortina de fumaça' para a eleição

16 set 2026 - 12h27
Resumo
O candidato João Campos (PSB) criticou a crise no STF, afirmando que a disputa na Corte cria uma cortina de fumaça que desvia a campanha dos problemas reais da população, como saúde, segurança e educação. Questionado sobre Alexandre de Moraes, evitou apoiar um eventual impeachment, mas defendeu que ninguém está acima da lei e que apurações sigam os ritos sem viés eleitoral. A declaração ocorreu no mesmo dia em que o STF suspendeu uma sessão sobre o caso Master após pedido de vista de Flávio Dino.

O candidato do PSB ao governo de Pernambuco, João Campos, afirmou que a crise no Supremo Tribunal Federal (STF) criou uma "cortina de fumaça" na campanha e retirou do debate eleitoral os problemas enfrentados pela população.

"O ambiente nacional virou uma disputa na Suprema Corte. Não estou dizendo que isso é pouco relevante, mas está criando uma cortina de fumaça para a própria eleição. Acho que essa não é a principal agenda hoje do povo brasileiro", declarou durante sabatina da CNN Brasil na noite de terça-feira, 15.

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Presidente nacional do PSB, Campos foi questionado sobre as investigações envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e sobre um eventual processo de impeachment. O candidato não se posicionou diretamente a favor ou contra o afastamento, mas afirmou que nenhuma autoridade está acima da lei.

"Ninguém no Brasil está acima da lei e da Constituição. Todos os ritos formais devem ser rigorosamente seguidos com qualquer pessoa", disse. Segundo ele, as apurações devem assegurar o direito à ampla defesa e não podem ser conduzidas com "seletividade" ou "viés eleitoral".

"Se for preciso que todas as pessoas sejam investigadas, que sejam. Não há problema nisso, desde que se siga o rito processual como manda a lei", acrescentou.

Campos criticou a concentração do debate eleitoral na crise do Judiciário. Ele citou a falta de saneamento e de vagas em creches, além dos problemas nas áreas de segurança, saúde, alfabetização e ensino de matemática, como assuntos que estariam perdendo espaço na campanha.

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"O Brasil está deixando de discutir o Brasil real, no sentido da falta de saneamento, de água, de escola integral, de segurança e de uma saúde que precisa funcionar", afirmou.

Na terça-feira, 15, o plenário do STF discutiu se duas petições relacionadas ao caso Master deveriam ser analisadas conjuntamente. A sessão foi suspensa após pedido de vista do ministro Flávio Dino, segundo comunicado do Supremo.

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