Caiado critica aumento do Bolsa Família e chama medida de 'populista' e 'compra de voto'

Em entrevista, candidato também critica Bolsonaro e Alexandre de Moraes e chama crise do STF de 'pior do momentos'

18 set 2026 - 18h59
Resumo
Em entrevista, o candidato à presidência Ronaldo Caiado (PSD) criticou duramente o reajuste de 15% no Bolsa Família anunciado por Lula, classificando a medida como populista, irresponsável e uma tentativa de compra de votos na reta final das eleições. Caiado ainda chamou o atual presidente de "ladrão do futuro", apontou despreparo na gestão de Jair Bolsonaro e denunciou a politização e a divisão interna no Supremo Tribunal Federal, afirmando que a polarização política deteriora as instituições.

Em entrevista à Gazeta do Povo, concedida nesta sexta-feira, 18, o candidato à presidência Ronaldo Caiado (PSD), condenou a decisão do atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de aumentar em 15% o valor do Bolsa Família.

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Ao chamar a proposta de "populista", Caiado afirma que a proposta é "brincar com a inteligência do brasileiro" e "comprar o voto por mais R$ 90". O candidato também declarou que a medida é irresponsável por impactar as contas do ano que vem.

O anúncio do reajuste foi feito na quinta, 17, faltando duas semanas para o primeiro turno das eleições. Com a medida, o piso do benefício passará de R$ 600 para R$ 691, e a média, de R$ 691 para R$ 777.

Ao ser perguntado rapidamente sobre diversos temas, define Lula como "ladrão do futuro brasileiro". Ele também caracteriza Jair Bolsonaro (PL): "conseguiu unir a direita, mas não soube governar."

Ex-governador de Goiás critica polarização política e medidas recentes do atual presidente.
Ex-governador de Goiás critica polarização política e medidas recentes do atual presidente.
Foto: Daniel Teixeira/Estadão / Estadão

O candidato também fez um aceno ao ministro André Mendonça. "Resistindo, mas está de certa forma isolado. Hoje, tem os cumprimentos da população brasileira por ter tido a coragem de desnudar". Em referência a Alexandre de Moraes, alegou que ele não tem um comportamento compatível com o cargo.

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Caiado também comentou sobre a crise do Supremo Tribunal Federal (STF). "Não é simplesmente uma crise, é algo sem a menor chance de haver um mínimo de convivência entre os pares. Dois blocos, cada um defende uma ala e o povo brasileiro fica sem defesa. Esse é o pior dos momentos, em que o Supremo toma posição política", declara. Para o candidato, a polarização política está deteriorando os poderes constituídos.

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