Caiado afirma que sessão do STF foi 'escárnio' e 'briga de facção'

17 set 2026 - 10h39
Resumo
O candidato à Presidência Ronaldo Caiado classificou recente sessão do STF como "escárnio" e "briga de facção". O julgamento tratava de pedido para investigar o ministro Alexandre de Moraes e foi marcado por embates internos. Caiado criticou a condução do presidente da Corte, Edson Fachin, por aceitar questão de ordem de Gilmar Mendes, afirmou que o tribunal está irremediavelmente fragmentado e cobrou uma atuação mais firme do Senado Federal para dar andamento a pedidos de impeachment.

O candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) afirmou nesta quinta-feira, 17, que o julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) ocorrido na terça-feira, 15, foi um "escárnio" e uma "briga de facção". A declaração foi feita em sabatina da Novabrasil.

Ao ser questionado sobre como a população se sente em relação à crise no STF, o candidato afirmou que "bate um sentimento de luto". "O que nós vimos ali é um escárnio, ou seja, é uma briga de facção", disse, ao se referir sobre a sessão de julgamento do STF que analisou o pedido do ministro André Mendonça de abrir uma investigação a respeito das relações de seu colega na Corte, Alexandre de Moraes, com Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. A sessão foi marcada por embates sobre vazamentos, atuação da Polícia Federal e um suposto "viés político eleitoral" do processo

Publicidade

Caiado afirmou que o presidente do STF, Edson Fachin, não poderia ter aceitado a questão de ordem do ministro Gilmar Mendes, que propôs que a abertura de investigação de Alexandre de Moraes seja analisada em conjunto com a ação que aponta irregularidades na atuação de André Mendonça. O STF formou placar de 4 a 3 para negar a questão de ordem.

"O Fachin, naquele momento como presidente, ele não podia ter aceitado nenhuma questão de ordem. Pelo regimento, você rejeita a questão de ordem, vem pra se votar o pleno, a matéria pautada. E como tal, teria autorização da investigação do Alexandre Moraes", disse.

Ele continuou: "Quer dizer, isso são os ministros tentando se explicar diante de um processo que enojou o Brasil pelo fato de autoridade, de pudor, da liturgia do cargo, do decoro do cargo", disse. O candidato cobrou, ainda, uma atuação mais forte do Senado Federal para fazer um encaminhamento do impeachment.

Caiado afirmou que o Supremo quebrou "como se quebra um ovo". "Não tem como você reunir aquilo. Fragmentou o Supremo. Virou uma guerra entre um lado e outro e que não tem costura", disse.

Publicidade
Fique por dentro das principais notícias
Ativar notificações