Bolsonaro deixa UTI e é transferido para quarto em hospital de Brasília

Ex-presidente segue internado desde 13 de março para tratamento de pneumonia por broncoaspiração; PGR já se manifestou a favor de prisão domiciliar

23 mar 2026 - 22h22

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deixou a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital DF Star, em Brasília, na tarde desta segunda-feira, 23, e foi transferido para um quarto. A informação foi confirmada pelo médico responsável, Brasil Caiado, à AFP. A transferência ocorreu por volta das 17h30. Não há previsão de alta hospitalar.

Bolsonaro está internado desde o dia 13 de março, quando passou mal no Complexo Penitenciário da Papuda, onde cumpre pena. Foi diagnosticado com pneumonia bacteriana bilateral causada por broncoaspiração, condição em que conteúdo gástrico ou secreções alcançam as vias respiratórias e provocam infecção pulmonar com comprometimento da oxigenação. Na ocasião, o ex-presidente apresentou febre, vômitos e queda na saturação de oxigênio.

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Boletim médico divulgado nesta segunda,23, apontou evolução clínica considerada favorável. Segundo o documento, Bolsonaro permanece em uso de antibioticoterapia endovenosa, com resposta positiva ao tratamento, e segue em fisioterapia respiratória e motora. A permanência na UTI até então foi mantida por cautela, diante da necessidade de monitoramento constante e prevenção de complicações.

O ex-presidente Jair Bolsonaro em uma aparição no quintal da casa onde cumpria prisão domiciliar, em novembro de 2025.
O ex-presidente Jair Bolsonaro em uma aparição no quintal da casa onde cumpria prisão domiciliar, em novembro de 2025.
Foto: Estadão

A equipe médica trabalha com a estimativa de que o período total de internação chegue a cerca de 14 dias, a depender da resposta ao tratamento.

A situação de saúde do ex-presidente tem reflexo direto na discussão sobre o regime de cumprimento de pena. A Procuradoria-Geral da República (PGR) enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) manifestação favorável à concessão de prisão domiciliar, pedido feito pela defesa de Bolsonaro. O parecer será analisado pelo ministro Alexandre de Moraes.

No documento encaminhado ao STF, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, argumentou que a concessão da medida encontra respaldo no dever dos Poderes de preservar a integridade física e moral de pessoas sob custódia do Estado.

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Gonet afirmou que o quadro de comorbidades do ex-presidente expõe sua integridade a risco iminente, com possibilidade de novos episódios súbitos de mal-estar, e que o ambiente familiar oferece condições de atenção que o sistema prisional não é capaz de proporcionar.

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