O candidato ao governo de Minas Gerais, Mateus Simões, afirmou que parte do eleitorado local combina o voto em Lula na disputa presidencial com o apoio à centro-direita no Estado, fenômeno apelidado de "Lumões". Embora preveja vitórias da centro-direita para o governo e o Legislativo, Simões reconheceu a força pessoal de Lula, estimando que o petista mantém um piso de até 45% dos votos válidos entre os mineiros, apesar de considerar a imagem do PT desgastada na região.
O candidato à reeleição ao governo de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), afirmou nesta sexta-feira, 21, que existe no Estado uma parcela do eleitorado que combina o voto em candidatos de centro-direita para o governo com o apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa nacional.
Segundo Simões, o fenômeno já ganhou até apelido: "Lumões", em referência à combinação entre Lula e seu sobrenome. A declaração foi dada durante sabatina da Jovem Pan News, da qual participou por videoconferência de Poços de Caldas.
Simões disse que identificou sobreposição entre a votação de Lula e a dele e do ex-governador Romeu Zema em eleições anteriores, principalmente no Triângulo Mineiro, no Vale do Jequitinhonha e no Norte do Estado. Na avaliação do candidato, esse comportamento não representa necessariamente uma adesão à esquerda. Em 2022, o fenômeno foi chamado de "Luzema".
"O Lula é um nome forte em Minas, mas o PT é um nome destruído em Minas Gerais", afirmou. Para Simões, a força eleitoral do presidente no Estado estaria mais ligada à figura pessoal de Lula do que ao desempenho do partido.
O candidato disse acreditar que a centro-direita vencerá em Minas nas disputas para deputado estadual, deputado federal, Senado e governo, mas reconheceu a força de Lula na eleição presidencial.
"Ele é um fenômeno de popularidade em grande parte do Estado", declarou.
Simões estimou ainda que Lula teria um piso elevado de votação entre os mineiros. "Eu diria que em nenhum cenário Lula tem menos do que 44, 45% dos votos válidos no Estado de Minas", afirmou.