O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, afirmou nesta terça-feira, 24, não ter data para divulgar seu plano de governo nem para anunciar quem será seu ministro da Economia, caso eleito. Ele pretendia lançar propostas em 30 de março, mas adiou a divulgação por considerar "cedo demais", como mostrou o Broadcast Político, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.
"Pedi que fosse suspenso, porque a gente tem coisas prontas, mas acho que está muito cedo para falar de alguns pontos que são importantes", declarou Flávio Bolsonaro, a jornalistas após evento de filiação de Sergio Moro (PR) ao PL. "Tenho que, primeiro, ver o programa em si, quais são os ministérios, por exemplo, que a gente pretende, os perfis que a gente vai querer fazer em cada área. Para aí escolhermos o perfil de quem vai nos ajudar a fazer isso tudo sair do papel", continuou.
O pré-candidato reafirmou, porém, que deve seguir a linha econômica de Paulo Guedes, ministro da Economia do governo Jair Bolsonaro (PL): "Todo mundo sabe que vou dar continuidade ao que o Paulo Guedes começou a fazer para o País, só que vamos aprimorar, modernizar ainda mais", disse.
Questionado se os anúncios podem ficar para o segundo semestre, o senador respondeu não haver qualquer tipo de previsão.
Flávio Bolsonaro respondeu ainda estar avaliando o número de pastas em sua possível gestão. "Ainda não sabemos, estamos fazendo a parte programática."
Ratinho Jr.
O senador afirmou não ter entendido a decisão do governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD), de ter desistido de sua campanha à Presidência e que ficará feliz se o governador apoiar Moro ao Estado: "Certamente, o Ratinho vai ser muito bem-vindo se quiser apoiar o governador."
Domiciliar de Bolsonaro
Flávio Bolsonaro afirmou esperar uma decisão favorável do Supremo Tribunal Federal pela prisão domiciliar de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), após a Procuradoria-Geral da República se manifestar a favor.
Bolsonaro foi condenado no ano passado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. Desde então, cumpre pena na Papudinha, em Brasília.
No dia 13 de março, o ex-presidente passou mal e foi internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital particular da capital federal para tratamento de pneumonia decorrente de broncoaspiração. Ele segue hospitalizado, com possibilidade de alta.