Uma ação conjunta das Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado de Pernambuco e da Paraíba prendeu preventivamente um homem suspeito de ameaçar um magistrado pernambucano por ligações e e-mails. Na Operação Vigília, a polícia apreendeu o celular supostamente usado nos crimes, que passará por perícia. O processo segue em segredo de Justiça, sem divulgação das identidades dos envolvidos, do local do cumprimento dos mandados ou das motivações das intimidações apuradas.
Um homem investigado por ameaçar um magistrado do Poder Judiciário de Pernambuco foi preso preventivamente nesta quinta-feira, 24 de setembro, durante a Operação Vigília. A ação reuniu as Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado de Pernambuco (Ficco/PE) e da Paraíba (Ficco/PB).
As equipes também cumpriram ordens de busca e apreensão relacionadas à investigação. Após a prisão, o suspeito foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça.
A apuração aponta que o magistrado recebeu ameaças por meio de ligações telefônicas e mensagens de correio eletrônico. O conteúdo dessas comunicações não foi divulgado pelas autoridades.
Durante as buscas, os policiais apreenderam um aparelho celular apontado pela investigação como o equipamento utilizado nas ligações. O telefone será submetido a exame pericial para auxiliar no esclarecimento dos fatos.
A apreensão integra as diligências da operação. Até o momento, não foram apresentados resultados da análise do aparelho nem detalhes sobre a motivação das ameaças investigadas.
Caso corre sob segredo de Justiça
A identidade do suspeito não foi divulgada. Também permanecem preservados o nome do magistrado, os dados do processo e o juízo responsável pela expedição das ordens judiciais.
O sigilo restringe a divulgação de informações sobre as circunstâncias do caso. As autoridades não informaram o endereço em que os mandados foram cumpridos nem detalharam eventual relação entre o investigado e a vítima.
A medida cumprida foi uma prisão preventiva. O homem permanece na condição de investigado, e a operação não representa uma condenação pelos fatos apurados.
Forças de dois estados participaram da ação
A atuação conjunta envolveu estruturas de segurança de Pernambuco e da Paraíba. Em Pernambuco, a Ficco é composta pelas polícias Federal, Civil, Militar e Penal, além da Secretaria de Defesa Social e da Secretaria Nacional de Políticas Penais.
Esses órgãos integram a força responsável pela operação no estado. O comunicado da Polícia Federal confirmou a prisão e a apreensão do telefone, mas não apresentou previsão para a conclusão da perícia ou para a divulgação de novos detalhes da investigação.