Um motorista por aplicativo foi morto a tiros durante uma tentativa de assalto na noite do domingo, 24 de maio, no bairro do Bongi, na Zona Oeste do Recife. A vítima foi identificada como João Valdemir da Silva, de 57 anos.
Segundo informações apuradas pela polícia, o trabalhador realizava uma corrida no momento da abordagem criminosa. Uma passageira estava entrando no veículo quando os suspeitos se aproximaram.
Ao perceber a ação, a mulher tentou correr. Já o motorista teria acelerado o carro para tentar escapar dos criminosos, instante em que os disparos foram efetuados.
João Valdemir foi atingido pelos tiros e morreu ainda no local antes da chegada do socorro.
Criminosos fugiram
De acordo com a Polícia Militar de Pernambuco (PMPE), os suspeitos conseguiram fugir logo após o crime. Durante a fuga, eles ainda roubaram a motocicleta de um homem que passava pela região.
O caso passou a ser investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que tenta identificar os autores e esclarecer a motivação do latrocínio, crime caracterizado por roubo seguido de morte.
Sindicato cobra segurança
O assassinato gerou revolta entre motoristas por aplicativo da Região Metropolitana do Recife. Segundo o Sindicato dos Motoristas de Aplicativo (Sindmap), este foi o quinto trabalhador da categoria morto em 2026 no Grande Recife.
O presidente da entidade, Anderson Camará, afirmou que a categoria vem cobrando medidas de segurança há meses.
Entre as reivindicações está a implantação de um aplicativo de proteção voltado aos motoristas, proposta que, segundo o sindicato, ainda não avançou junto ao poder público.
Mortes de motoristas em 2026
Outros casos de violência contra trabalhadores por aplicativo já haviam sido registrados este ano na Região Metropolitana:
- em fevereiro, um motociclista por aplicativo foi morto em Abreu e Lima;
- em março, um motorista foi assassinado no bairro de Casa Forte;
- semanas depois, outro trabalhador morreu em Candeias;
- em abril, um motorista foi baleado próximo à Universidade Federal de Pernambuco.
Os casos seguem aumentando a preocupação da categoria diante da violência enfrentada durante as corridas.