O médico Rodrigo Costa Brandão e dois comparsas foram presos em Barreiras, Bahia, suspeitos de sequestro, tortura e estupro contra o ex-companheiro do ginecologista. Atraída por uma falsa corrida de aplicativo, a vítima foi mantida em cativeiro e violentada sexualmente. A Polícia Civil investiga a participação direta do médico nas agressões, motivadas pelo término da relação. Na operação, aparelhos eletrônicos foram apreendidos, enquanto as defesas dos suspeitos aguardam acesso aos autos.
Um médico ginecologista e outras duas pessoas foram presos temporariamente na quarta-feira, 2 de setembro, em Barreiras, no oeste da Bahia. O grupo é investigado por sequestro, tortura e estupro de um homem de 27 anos.
O médico foi identificado como Rodrigo Costa Brandão, de 38 anos. Também foram presos Adilson Rodrigues Macedo, de 34, e Hayra Haianne Queiroz, de 30.
As prisões foram realizadas pela 1ª Delegacia Territorial de Barreiras durante a Operação Emboscada. Os mandados foram cumpridos nos bairros Barreirinhas e Morada Nobre, além da região central do município.
Crime teria sido motivado pelo fim da relação
Segundo a Polícia Civil, Rodrigo mantinha um relacionamento com a vítima. Depois do término, o médico teria planejado a ação e contratado os outros dois investigados para sequestrar e agredir o homem.
O crime aconteceu em setembro de 2025. A vítima trabalhava como motorista de aplicativo e havia concluído o curso de medicina no Paraguai.
De acordo com a investigação, uma falsa solicitação de corrida teria sido utilizada para atrair o homem até o local da emboscada. Ele foi levado para um cativeiro, onde permaneceu por quase duas horas e sofreu agressões e violência sexual.
Informações obtidas pela TV Bahia com fontes ligadas ao caso também apontam que o médico teria participado diretamente das agressões. Essa suspeita ainda é apurada pela Polícia Civil.
Equipamentos foram apreendidos
Além das três prisões temporárias, a Justiça autorizou buscas em quatro endereços relacionados aos investigados. Os policiais apreenderam celulares, um notebook, um cartão de memória e um pen drive.
O material será submetido à análise pericial. Imagens de câmeras de segurança, depoimentos, trajetos percorridos pelos investigados e outros exames também integram a apuração.
O grupo é investigado por sequestro, tortura, estupro, lesão corporal grave e dano qualificado. A polícia ainda procura esclarecer se outras pessoas participaram do crime.
O que dizem as defesas
A defesa de Rodrigo Costa Brandão afirmou que a prisão é temporária, cautelar e não representa condenação. Disse também que ainda não teve acesso completo ao processo, que tramita sob segredo de Justiça, e que se manifestará após conhecer o conteúdo da investigação.
A defesa de Adilson Rodrigues informou que também aguarda acesso aos autos e que ele exercerá o direito ao silêncio. O representante de Hayra foi procurado, mas não havia apresentado posicionamento até a última atualização.
O Conselho Regional de Medicina da Bahia também foi procurado pelos veículos que acompanham o caso. A clínica em que Rodrigo trabalhava anunciou a suspensão temporária das atividades.