Uma ex-enteada de Jairo de Souza Santos Junior, o Jairinho, prestou depoimento no julgamento da morte do menino Henry Borel. Filha de uma ex-namorada do ex-vereador e hoje com 18 anos, a mulher que não teve o nome revelado contou sobre episódios de violência sofridos quando tinha 5 anos.
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“[Ele levava] para esse motel, o quarto. Nessas vezes, a gente foi pra um quarto e tinha uma piscina. Na piscina, ele ficava me afundando até eu encostar no chão. E aí me soltava. Eu respirava, e ele me afogava de novo com o pé dele, me empurrando. Até o chão, várias vezes", disse a garota, em depoimento obtido pelo Fantástico, da Globo.
Em meio às agressões, Jairinho usava do terror psicológico para a criança não contar para a mãe: “Teve uma vez que ele apertou meu braço muito forte e eu coloquei gesso. Ele falava que se eu contasse pra minha mãe ela ia ficar muito triste”.
Também presente no julgamento, a mãe da garota, Natasha Machado, contou que descobriu as agressões cerca de um ano após o término do relacionamento com o vereador.
“Ela nunca falou absolutamente nada. Ela estava assistindo com a minha mãe um programa de violência infantil e ela começou a chorar e contou pra minha mãe. Ela falou que ele batia na cabeça dela, torcia o braço dela. Às vezes, quando eu ia fazer unha, ele tirava ela do brinquedo e batia nela no carro”, disse a ex-namorada dele.
Após a morte de Henry, ela e a filha buscaram contato com Leniel Borel de Almeida, o pai do garoto: "A única coisa que eu podia fazer era procurar o pai do menino e dizer para ele não desistir".
Com o julgamento, Jairinho foi condenado a 43 anos de prisão por homicídio qualificado e tortura. Mãe de Henry, Monique Medeiros recebeu perdão judicial e foi solta.