Líder de organização criminosa é condenado a mais de 37 anos em Ipubi (PE)

Segundo o Ministério Público de Pernambuco (MPPE), a condenação reúne uma série de crimes praticados durante uma ofensiva violenta registrada em 2024.

25 jul 2026 - 09h12
(atualizado às 10h16)

A Justiça de Pernambuco condenou um homem apontado pelas investigações como líder de uma organização criminosa com atuação no Sertão do Araripe a mais de 37 anos de prisão. A sentença foi proferida pelo Tribunal do Júri da Comarca de Ipubi e divulgada nesta quinta-feira, 23 de julho. Além da pena em regime inicial fechado, o condenado também deverá pagar 1.020 dias-multa.

Segundo o Ministério Público de Pernambuco (MPPE), a condenação reúne uma série de crimes praticados durante uma ofensiva violenta registrada em 2024. O réu foi responsabilizado por tentativa de homicídio qualificado, com as qualificadoras de motivo torpe e utilização de recurso que dificultou a defesa das vítimas. Ele também recebeu condenações por tráfico de drogas e posse irregular de arma de fogo.

Homem condenado na cadeia.
Homem condenado na cadeia.
Foto: Portal de Prefeitura

As investigações apontaram que os crimes ocorreram na madrugada de 26 de agosto de 2024, no distrito de Serrolândia, zona rural de Ipubi. Conforme a denúncia apresentada pelo MPPE, a sequência de ataques teria sido motivada pela disputa entre grupos criminosos pelo controle do tráfico de drogas na região.

Na ocasião, homens armados invadiram imóveis e efetuaram diversos disparos contra moradores. Apesar da gravidade da ação, todas as vítimas sobreviveram após serem socorridas e receberem atendimento médico. O episódio provocou grande mobilização das forças de segurança, que iniciaram diligências logo após os atentados.

Ainda de acordo com o Ministério Público, a resposta rápida das equipes policiais permitiu localizar o acusado poucas horas depois dos crimes. Durante a operação, os agentes apreenderam drogas, balanças de precisão e armas de fogo que, posteriormente, seriam fundamentais para o andamento do processo.

A perícia técnica teve papel decisivo durante o julgamento. Os exames balísticos confirmaram que as armas encontradas com o réu haviam sido utilizadas nos disparos registrados durante os ataques em Serrolândia. Para a acusação, a prova pericial reforçou a ligação direta entre o condenado e a ação criminosa.

Durante o julgamento, os jurados acolheram a tese apresentada pelo Ministério Público, reconhecendo a responsabilidade do acusado pelos crimes. Com isso, foi fixada a pena de 37 anos, seis meses e 15 dias de reclusão, além do pagamento da multa prevista na sentença.

O Ministério Público destacou que a decisão representa uma resposta do sistema de Justiça ao combate às organizações criminosas que atuam no interior do estado, especialmente em casos envolvendo violência relacionada ao tráfico de drogas. A condenação também reforça a importância do trabalho conjunto entre investigação policial, perícia criminal e atuação do Judiciário para responsabilizar integrantes de grupos criminosos envolvidos em ataques armados.

Com a decisão, o condenado deverá cumprir a pena em regime inicialmente fechado, conforme determinado pelo Tribunal do Júri de Ipubi. O processo segue os trâmites previstos na legislação, respeitando o direito às medidas recursais cabíveis.

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