Cinco jovens foram presos pelo assassinato do padre Alexsandro da Silva Lima, em Dourados (MS), crime confessado por um adolescente que planejou roubo seguido de morte para levar o carro do pároco ao Paraguai.
Cinco jovens foram presos em flagrante pelo assassinato do padre Alexsandro da Silva Lima, da Diocese de Dourados, em Mato Grosso do Sul. O corpo do pároco foi encontrado enrolado em um tapete com marcas de marretadas na cabeça e ao menos uma facada no pescoço, na tarde do último sábado, 15, em uma área de matagal.
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Segundo a Polícia Civil (PCMS), um adolescente de 17 anos confessou o crime e revelou a participação de um comparsa. Os dois levaram a polícia ao ponto onde o corpo havia sido escondido. Eles teriam planejado roubo seguido de morte, com a intenção de levar o carro do padre, um Jeep Renegade, para o Paraguai. Um deles também pretendia manter o celular do pároco e até mesmo ocupar a residência da vítima.
Os outros três jovens detidos teriam auxiliado na limpeza do imóvel do padre, onde ele teria sido morto, na eliminação de vestígios e no transporte do corpo, além de furtarem objetos, posteriormente recuperados.
As investigações começaram no início da manhã de sábado, quando membros da Diocese de Dourados comunicaram à Polícia Civil o desaparecimento do padre, que havia saído de Douradina para compromissos religiosos em Dourados na noite anterior.
Horas depois, o interior da residência utilizada por Alexsandro foi encontrado revirado por uma funcionária de limpeza na manhã de sábado. Paralelo a isso, familiares foram avisados de que o celular do padre tinha sido encontrado em um matagal próximo ao Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS).
A polícia foi até o local onde o telefone foi encontrado e uma testemunha informou que um Jeep Renegade circulava pela área no momento. O veículo, o mesmo utilizado pelo padre, foi localizado posteriormente pelos policiais e estava na posse de dois adultos e duas adolescentes. Um dos homens assumiu ter roubado o automóvel após uma confusão na casa do religioso e confessou tê-lo matado.
Os demais afirmaram não saber da origem ilícita do veículo. Enquanto isso, peritos identificaram vestígios de sangue, roupas sujas e objetos relacionados ao crime no interior da residência.