As obras, avaliadas em mais de R$ 1 milhão, faziam parte de um conjunto de 13 ilustrações roubadas em dezembro do ano passado na Biblioteca Mário de Andrade, em São Paulo. Na ocasião, dois homens armados invadiram o local, renderam um casal de idosos e um vigia e fugiram com oito gravuras de Henri Matisse, além de cinco ilustrações do pintor brasileiro Cândido Portinari. As obras de Portinari ainda não foram recuperadas, e a polícia suspeita que tenham sido vendidas.
As gravuras de Matisse, da série "Jazz" (1947), foram encontradas em um apartamento em São Bernardo do Campo, região metropolitana de São Paulo. Segundo a polícia, as obras estavam em poder de um homem armado que as guardava para o suposto mandante do crime. O suspeito foi preso e responderá por receptação e posse ilegal de arma de fogo.
O suposto mandante já havia sido detido em abril, quando tentava subornar o vigia do Instituto Rui Barbosa, no Rio de Janeiro, para facilitar outro furto, segundo a polícia. Uma mulher investigada pelo crime também está presa.
"As investigações apontam que o grupo atuava de forma estruturada, com planejamento prévio e divisão de tarefas para a subtração, receptação e posterior inserção de patrimônio cultural no mercado clandestino de arte", afirmou a Polícia Civil de São Paulo.
Em maio, no âmbito das investigações, a polícia também realizou operações em "estabelecimentos relacionados ao mercado de leilões e à comercialização de obras de arte" nos municípios de São Paulo, Rio de Janeiro, São Bernardo do Campo e Diadema.
RFI com agências