Um monitoramento aéreo realizado pelo Instituto Australis e pelo Porto de Imbituba registrou 185 baleias-francas entre Santa Catarina e o Rio Grande do Sul. O levantamento, que cobriu 700 km, destacou a presença de mães com filhotes, confirmando a costa como berçário da espécie. A maior concentração foi na APA da Baleia Franca, com 21 indivíduos avistados no litoral gaúcho. Os dados comprovam a recuperação populacional e subsidiam políticas públicas para a conservação marinha no país.
A pesquisa com baleias-francas no Brasil alcançou um marco significativo ao registrar 185 cetáceos em um único monitoramento aéreo cobrindo a faixa litorânea entre Santa Catarina e o Rio Grande do Sul. A expedição, realizada entre os dias 25 e 26 de setembro pelo Instituto Australis em parceria com o Porto de Imbituba, percorreu 700 quilômetros de costa e documentou a presença proeminente de mães acompanhadas por filhotes, reforçando a importância da região como berçário natural da espécie.
Os dados coletados apontam que a maior densidade de avistamentos ocorreu na APA da Baleia Franca, especialmente nas enseadas de Imbituba. Contudo, a presença dos animais espalhou-se por toda a rota, incluindo 21 indivíduos registrados no litoral gaúcho que realizam o trajeto rumo ao sul em busca de alimento. O volume contabilizado em setembro consolida a curva ascendente das observações registradas no inverno e na primavera de 2026.
Através do cruzamento de imagens no Catálogo de Fotoidentificação do ProFRANCA, os biólogos continuam monitorando o surgimento de novos filhotes e o regresso de espécimes já conhecidos pela equipe. As informações obtidas garantem um diagnóstico preciso sobre a saúde populacional das baleias-francas, auxiliando na criação de políticas públicas voltadas à preservação do ecossistema marinho e na redução de conflitos com as atividades humanas na costa do país.