Mês do Coração: Hospital Moinhos de Vento incorpora nova tecnologia para tratamento da fibrilação atrial

Instituição está entre as primeiras da América Latina a utilizar sistema de ablação por campo pulsado; arritmias cardíacas afetam cerca de 2 milhões de brasileiros

30 set 2026 - 15h17
Resumo
No Mês do Coração, o Hospital Moinhos de Vento tornou-se pioneiro na América Latina ao adotar o Sistema Volt de Ablação por Campo Pulsado para tratar fibrilação atrial, arritmia que afeta 2 milhões de brasileiros e amplia o risco de AVC. A tecnologia usa pulsos elétricos direcionados para corrigir o ritmo cardíaco com mais rapidez e segurança, preservando tecidos vizinhos. O hospital também incorporou o cateter TactiFlex Duo, reforçando o cuidado avançado aliado à prevenção cardiovascular.

No Mês do Coração, o Hospital Moinhos de Vento reforça a importância dos cuidados cardiovasculares ao longo da vida, combinando prevenção, diagnóstico e acesso a novas alternativas de tratamento. Entre os avanços recentes da instituição está o Sistema Volt™ de Ablação por Campo Pulsado (PFA, na sigla em inglês), voltado ao tratamento da fibrilação atrial. O Moinhos está entre as primeiras instituições da América Latina a utilizar a tecnologia, que permite procedimentos mais seguros, mais rápidos e com menos complicações. Os primeiros três pacientes passaram pelo procedimento no último dia, 28, e se recuperam bem.

Foto: imagem ilustrativa / Maicon Hinrichsen / HMV / Porto Alegre 24 horas

A fibrilação atrial é a arritmia cardíaca mais comum no mundo e atinge cerca de 1% da população brasileira, aproximadamente 2 milhões de pessoas. Com o envelhecimento da população, a expectativa é de que esse número cresça nas próximas décadas. A condição também está associada a complicações graves: pessoas com fibrilação atrial têm risco até cinco vezes maior de sofrer um acidente vascular cerebral (AVC).

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A arritmia pode causar palpitações, falta de ar, cansaço, tontura e dor no peito. Quando medicamentos e outras estratégias não são suficientes para controlar o quadro, a ablação cardíaca, um procedimento minimamente invasivo, pode ser uma alternativa para corrigir o ritmo cardíaco anormal. Para a chefe do Serviço de Cardiologia do Hospital Moinhos de Vento, Dra. Carisi Polanczyk, o cuidado com o coração deve começar muito antes da necessidade de tratamento. "Quando falamos em longevidade, não estamos falando apenas em viver mais anos. O mais importante é viver mais, mas também melhor: com saúde, autonomia e qualidade de vida. E cuidar do coração tem um papel fundamental nesse processo", destaca.

Segundo a médica, reconhecer e acompanhar os fatores de risco é um dos primeiros passos. "Pressão alta, colesterol elevado e alterações da glicose muitas vezes não apresentam nenhum sintoma. Por isso, avaliações periódicas são fundamentais. Ao mesmo tempo, podemos cuidar da saúde cardiovascular por meio das escolhas do dia a dia", afirma.

Manter-se fisicamente ativo, priorizar alimentos naturais e pouco industrializados, não fumar, dormir bem e cuidar da saúde emocional e das relações sociais fazem parte dessa estratégia. "Não existe fórmula mágica para a longevidade. O que importa é a soma de bons hábitos mantidos ao longo do tempo. Cuidar do coração é investir na qualidade de vida dos anos que estão por vir", acrescenta Polanczyk.

Nova forma de tratar a arritmia

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Além da prevenção, a evolução tecnológica amplia as opções terapêuticas para quem já tem doenças cardiovasculares. A ablação por campo pulsado aplica pulsos elétricos altamente direcionados a regiões específicas do coração, atingindo as células responsáveis pelo ritmo anormal e reduzindo o risco de danos aos tecidos vizinhos.

Para o coordenador da Eletrofisiologia do Hospital Moinhos de Vento, Leandro Zimerman, a chegada da tecnologia representa uma evolução importante no tratamento da fibrilação atrial. "A ablação por campo pulsado nos permite atuar de forma bastante direcionada sobre o tecido responsável pela arritmia. A energia é aplicada por meio de pulsos elétricos, com menor impacto sobre estruturas vizinhas, o que amplia as possibilidades de um tratamento preciso e adaptado às características de cada paciente", explica.

O Sistema Volt™ reúne diferentes etapas do procedimento em um único cateter, apoiando o diagnóstico da arritmia, o mapeamento cardíaco e a própria ablação. A tecnologia é integrada ao sistema de mapeamento tridimensional EnSite™ X, que ajuda o especialista a visualizar e identificar as áreas do coração que precisam de tratamento. A plataforma pode ser usada tanto em procedimentos com sedação consciente quanto sob anestesia geral.

"Um dos diferenciais dessa plataforma é integrar diferentes etapas do procedimento e oferecer informações que auxiliam a tomada de decisão durante a intervenção. Na eletrofisiologia, essa possibilidade de individualizar a estratégia é especialmente relevante, porque tanto a arritmia quanto a anatomia cardíaca variam de um paciente para outro", acrescenta o especialista.

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A aprovação internacional do Sistema Volt™ foi baseada no estudo VOLT-AF IDE, conduzido em 40 centros nos Estados Unidos, na Europa, no Canadá e na Austrália. Segundo o fabricante, os resultados demonstraram segurança e eficácia consistentes em pacientes com fibrilação atrial paroxística, em que os episódios surgem e desaparecem espontaneamente, e persistente, em que os episódios duram mais de sete dias.

O hospital também é um dos pioneiros no país no uso do TactiFlex™ Duo, cateter que permite alternar, em um mesmo procedimento, entre duas modalidades de energia: campo pulsado e radiofrequência. A tecnologia dá ao médico mais flexibilidade para adaptar a estratégia às necessidades clínicas e à anatomia de cada paciente.

"A chegada de novas tecnologias não substitui a avaliação individual de cada caso, mas amplia o arsenal terapêutico à disposição do especialista. Isso nos permite buscar a estratégia mais adequada para cada paciente, especialmente diante de uma condição tão frequente como a fibrilação atrial", conclui Zimerman.

Os dispositivos Volt™ e TactiFlex™ Duo têm registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

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