Mendonça homologa delação de empresário que fez pagamentos para filme sobre Jair Bolsonaro

9 set 2026 - 17h07
Resumo
O ministro André Mendonça (STF) homologou a delação de Antônio Carlos Freixo Júnior, o "Mineiro", apontado por repasses a mando de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A PF apura se a empresa do delator financiou um filme sobre Jair Bolsonaro e se parte da verba, negociada com Flávio Bolsonaro, custeou a estadia de Eduardo Bolsonaro nos EUA. A decisão tramita sob sigilo.

O ‌ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), homologou nesta quarta-feira a delação premiada firmada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) com Antônio Carlos Freixo Júnior, o "Mineiro", empresário responsável por fazer repasses a mando ⁠de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, incluindo ‌para um fundo nos EUA usado para financiar filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, ‌segundo duas fontes com conhecimento ‌da decisão.

Procurado, o gabinete de Mendonça ⁠não respondeu de imediato a pedido de comentário. A Reuters não conseguiu contato com a defesa de Antônio Carlos Freixo Júnior.

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A decisão, segundo uma das fontes, é sigilosa. Na véspera, a ‌defesa do empresário esteve no gabinete de Mendonça ‌para reforçar a ⁠voluntariedade da ⁠colaboração premiada -- obrigação prevista para que o acordo seja ⁠validado pelo Judiciário.

Investigações ‌da PF apontam ‌que a empresa de Mineiro, a Entre Investimentos e Participações, foi utilizada para fazer os repasses para o filme sobre Jair Bolsonaro. ⁠O ex-presidente está preso em casa após ter sido condenado pelo Supremo por tentativa de golpe, entre outros crimes.

DISPUTA

O filme do ex-presidente, o Dark Horse, ‌foi levado à disputa eleitoral após a revelação, em reportagem do Intercept Brasil em maio, de ⁠que Vorcaro acertou o repasse de milhões de reais com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), hoje candidato a presidente da República, para custear a cinebiografia do pai.

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Posteriormente, Mendonça abriu um inquérito contra Flávio Bolsonaro após a PF suspeitar que parte dos recursos para financiar o filme pode ter sido desviada para custear a estadia do irmão de Flávio, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, nos Estados Unidos.

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