O ministro André Mendonça, do STF, afastou o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e o diretor de inteligência, Leandro Almada, por suspeita de monitoramento ilegal contra ele e o chefe da AGU, Jorge Messias. A medida atende a uma ação do Partido Novo, motivada após relatórios apócrifos da PF embasarem um pedido de Alexandre de Moraes para investigar Mendonça por supostas apurações dirigidas a autoridades. Mendonça convocou a Segunda Turma do STF para analisar a decisão nesta terça-feira.
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de inteligência da corporação, Leandro Almada, sob a alegação de que o próprio Mendonça e o advogado-geral da União, Jorge Messias, foram alvos do que chamou de monitoramento ilícito por meio de relatórios de inteligência produzidos pela PF.
Esses relatórios de inteligência, que eram apócrifos, serviram de base na semana passada para o ministro Alexandre de Moraes, também do STF, pedir investigação contra Mendonça por improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade. Moraes apontou indícios de que Mendonça teria dirigido apurações contra ele e outras autoridades no âmbito das investigações sobre o Banco Master e os desvios no INSS.
As assessorias de imprensa da PF e da AGU não responderam de imediato a pedido de comentário.
Na decisão que atendeu a um pedido apresentado pelo Partido Novo sem parecer da Procuradoria-Geral da República, Mendonça pediu ainda a convocação de uma sessão extraordinária da Segunda Turma do STF ainda nesta terça-feira para avaliar a sua decisão.