Lula e Flávio Bolsonaro autorizam abertura simultânea de sigilos bancários e fiscais

Ministro André Mendonça deverá decidir sobre caso

22 out 2026 - 15h23
(atualizado às 15h51)
Resumo
A três dias do segundo turno, Lula e Flávio Bolsonaro registraram no TSE a autorização para a quebra simultânea de seus sigilos bancários, fiscais e telefônicos, além dos de familiares e empresas ligadas a eles. O acordo visa rebater suspeitas de corrupção antes do debate na TV Globo e caberá ao ministro André Mendonça avaliar os documentos. Contudo, a divulgação depende de aval individual dos envolvidos e decisões judiciais para liberar os dados junto a bancos e operadoras.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) concordaram nesta quinta-feira (22) em abrir de forma simultânea seus respectivos sigilos bancários, fiscais e telefônicos.

Lula e Flávio disputarão segundo turno no domingo, dia 25
Lula e Flávio disputarão segundo turno no domingo, dia 25
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

A decisão, que chega a três dias da disputa entre eles para presidência da República no segundo turno, foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por membros das campanhas de ambos os candidatos.

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A avaliação dos documentos caberá ao ministro André Mendonça, que deverá divulgar os dados até a meia-noite de hoje, ou seja, antes do debate previsto entre Lula e Flávio na TV Globo na sexta-feira (23).

O acordo surgiu após um desafio lançado pelo petista durante o primeiro debate televisivo entre os dois candidatos, na Band, com o objetivo de esclarecer suspeitas de corrupção que pairam sobre suas respectivas campanhas.

O bolsonarista aceitou, embora sob certas condições. Lula concordou em disponibilizar para análise seus próprios registros financeiros, bem como os de sua esposa, Rosângela da Silva, a Janja, de seus filhos e do Instituto Lula.

Flávio autorizou auditorias em suas próprias contas, nas de seus familiares e nas empresas das quais é sócio ou diretor. Ele também consentiu com a revisão de mensagens trocadas com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

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A solicitação abrange, ainda, a empresa Alcazar Holdings, ligada ao advogado Willer Tomaz, amigo do senador.

No entanto, a proposta eleitoral entre as partes não implica a publicação automática de dados: serão necessárias autorizações dos indivíduos envolvidos, assim como decisões judiciais para obter informações de bancos, autoridades fiscais e prestadoras de serviços de telecomunicações. 

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