Jovem arremessada em romp jump não morreu na hora: 'Estava com um pulso bem fraco'

15 jun 2026 - 15h09
A enfermeira Rayza Delfino prestou os primeiros socorros à Maria Eduarda após queda
A enfermeira Rayza Delfino prestou os primeiros socorros à Maria Eduarda após queda
Foto: Reprodução/Record

Novos detalhes sobre a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, revelam que a jovem ainda apresentava sinais vitais após ser lançada de uma plataforma de rope jump sem a corda principal de segurança. A informação foi dada pela enfermeira Rayza Gabrieli Dias Delfino, de 26 anos, que prestou os primeiros socorros à vítima.

Em depoimento à Polícia Civil, a profissional contou que seria uma das próximas participantes da atividade e que, ao perceber o acidente, desceu rapidamente da ponte para ajudar.

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"Ela estava dando aquele suspiro de pós-morte ... Eu peguei, chequei, ela estava com um pulso bem fraco. Eu comecei a massagem e parou [a pulsação]", relatou.

Segundo a enfermeira, Maria Eduarda ainda estava com um dos equipamentos de segurança preso à região da barriga, mas sem a corda principal que deveria sustentá-la durante o salto. Ela permaneceu realizando os procedimentos de reanimação até a chegada da equipe médica.

Em entrevista do "Domingo Espetacular", da Record, a enfermeira se emocionou ao lembrar o encontro com a vítima no chão.

"Vi que ela estava com uma respiração ofegante e olhei a pupila dela que infelizmente estava dilatada e vi pulsação, tava bem fraco, mas tinha. Ainda conversei com ela, tenho mania de brincar e falar: 'ninguém morre no meu plantão'. E eu falei pra ela: 'Duda, ninguém morre no meu plantão', mesmo que eu não estivesse de plantão ali".

Ainda de acordo com o depoimento, os socorristas precisaram cortar o restante do equipamento preso ao corpo da jovem para tentar utilizar um desfibrilador, mas as tentativas não tiveram sucesso.

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Enfermeira presenciou o acidente

Rayza afirmou que seria a 42ª pessoa a saltar naquele dia e que registrava a preparação da vítima com o celular. O vídeo seria enviado para uma familiar que acompanhava a experiência à distância.

"Eu ia mandar para uma tia minha... Eu não consegui ouvir [o que falavam] porque estava na expectativa de que eu iria pular ... Eu só estava olhando ela, nem olhei como que eles colocaram as coisas ... Quando ela cai, começo a ouvir todo mundo falando: 'a corda, a corda'", declarou.

Ela também contou que, ao notar o desespero do amigo que acompanhava Maria Eduarda na plataforma, pediu que ele a levasse rapidamente até o local onde a jovem havia caído para que pudesse iniciar os primeiros socorros.

Os instrutores Maicon Fernandes Cintra, de 42 anos, Luis Felipe Feliciano Egoroff, de 32, e Vitor de Freitas Gonçalves, de 27, continuam presos em flagrante. Eles foram indiciados por homicídio com dolo eventual, entendimento jurídico aplicado quando a investigação aponta que os envolvidos assumiram o risco de provocar a morte, mesmo sem a intenção direta de matar.

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O que é o rope jump

O rope jump é uma modalidade de esporte radical que utiliza cordas estáticas, sem elasticidade. Após a queda, a pessoa realiza um movimento semelhante ao de um pêndulo.

O caso segue sendo investigado pelas autoridades, que buscam esclarecer as circunstâncias do acidente e apurar eventuais responsabilidades.

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