Escola de samba do Rio decreta luto de 7 dias após morte de passista aos 25 anos

Marielly Oliveira foi hospitalizada, mas não resistiu e morreu após seu apartamento explodir durante um serviço de impermeabilização de sofá

17 jun 2026 - 23h20
(atualizado às 23h21)
Marielly Oliveira foi uma das vítimas da explosão seguida de incêndio em Niterói
Marielly Oliveira foi uma das vítimas da explosão seguida de incêndio em Niterói
Foto: Reprodução/Instagram

A Acadêmicos do Cubango, tradicional escola de samba de Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, decretou luto oficial de sete dias pela morte da passista e engenheira Marielly Oliveira aos 25 anos. A jovem faleceu após passar cerca de duas semanas internada em decorrência dos graves ferimentos sofridos em uma explosão seguida de incêndio que atingiu seu apartamento.

Em nota divulgada nas redes sociais nesta quarta-feira (17), assinada pela presidente Patricia Cunha, a agremiação lamentou profundamente a perda e destacou a dificuldade de lidar com a partida precoce da integrante.

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"Uma tragédia interrompeu a vida de uma jovem que carregava no coração o amor pela nossa escola e pelo carnaval. Sabemos que nenhuma mensagem é capaz de amenizar a dor de seus familiares e amigos", afirmou a escola.

A Cubango também reforçou seu compromisso de apoiar a família neste momento delicado. "Mais do que prestar uma homenagem, queremos reafirmar que os familiares da Marielly não estão sozinhos. A Cubango seguirá ao lado de sua família, respeitando seu tempo e sua dor, oferecendo carinho, acolhimento e todo o apoio que estiver ao nosso alcance. Também nos solidarizamos com as demais famílias atingidas por essa tragédia, desejando força para enfrentar dias de tanta dor", diz outro trecho da mensagem.

Marielly foi uma das seis pessoas feridas na explosão ocorrida em 28 de maio, em um prédio localizado na Rua Noronha Torrezão, no bairro Cubango, em Niterói. O acidente aconteceu durante um serviço de impermeabilização de sofá realizado dentro do apartamento da passista.

Além dela, Paulo Roberto Mattos da Silva, de 62 anos, responsável pelo serviço, também morreu em consequência dos ferimentos. O óbito foi registrado no último dia 12 de junho.

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Outra vítima, Bianca Dias de Lima, de 55 anos, que trabalhava com Paulo Roberto, permanece internada em estado grave. Já Sandro José da Silva e Jorge Alejandro Canales Alarcon receberam alta hospitalar após atendimento médico.

Na homenagem, a escola ressaltou o legado deixado por Marielly. "Ela deixa sua marca na história da nossa Verde e Branca e será lembrada com carinho por todos que tiveram a oportunidade de compartilhar momentos ao seu lado. Que Deus a receba em Seus braços e conforte aqueles que hoje sentem sua ausência. Marielly será, para sempre, parte da família cubanguense."

A morte da passista foi anunciada pela Acadêmicos do Cubango há cinco dias. Na ocasião, a escola manifestou solidariedade aos familiares e amigos da jovem, destacando sua alegria, dedicação e amor pelo samba.

Nos comentários da publicação, Maria José, mãe de Marielly, agradeceu as mensagens de apoio recebidas. "Obrigada pelo carinho com a minha filha. O amor pelo samba é uma paixão inexplicável. Neste momento de dor, isso deixa meu coração mais quentinho. Minha estrela já brilha no céu", escreveu.

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A força da explosão destruiu completamente o apartamento onde ocorreu o acidente e provocou danos em outras unidades do edifício. Por medida de segurança, a Defesa Civil interditou todos os imóveis localizados no quarto andar do prédio.

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