O influenciador Hytalo Santos e o marido, Israel Vicente, foram condenados pelo Tribunal de Justiça da Paraíba (TJ PB) por produção de conteúdo pornográfico envolvendo adolescentes. O processo corre em segredo de Justiça, mas o advogado de defesa, Sean Kompier Abib, confirmou a condenação dos dois por meio de vídeo e comunicado divulgados no domingo, 22.
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Segundo a GloboNews, Hytalo foi condenado a 11 anos e 4 meses de prisão. Já Israel, a 8 anos e 10 meses de prisão.
No vídeo publicado nas redes sociais, Sean afirmou que a decisão "ignorou todas as provas dos autos". "Condenaram exclusivamente com base em opiniões pessoais. Tudo que foi produzido, tudo que foi desconstruído, tudo que trouxeram a verdade dos fatos foi ignorado pela sentença, que preferiu ficar com opiniões mais pessoais, subjetivas, do que efetivamente com o que tinha ali", alegou o advogado.
"É uma sentença que errou, errou feio e a gente acredita que o Tribunal de Justiça da Paraíba não vai deixar essa questão passar e todos os receios serão corrigidos e eles fatalmente serão absolvidos", acrescentou Sean.
No comunicado oficial, a defesa criticou a sentença e destacou que a decisão "revela não apenas fragilidade jurídica, mas também traços inequívocos de preconceito.
"Ao longo de toda a instrução processual, a defesa apresentou argumentos consistentes, lastreados em provas e nos próprios depoimentos colhidos em juízo -- inclusive de testemunhas arroladas pela acusação e das supostas vítimas -- que afastam a tese acusatória. Nada disso, contudo, foi devidamente enfrentado na sentença, que optou por ignorar elementos essenciais dos autos, conduzindo a uma condenação desprovida de fundamentação adequada", disse.
A defesa ainda afirmou que vai recorrer da decisão e que, mesmo com a sentença, está mantido um julgamento do habeas corpus do influenciador na próxima terça-feira, 24. Hytalo e Israel estão presos desde agosto do ano passado.
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A influenciadora Kamyla Maria, conhecida como Kamylinha, filha adotiva de Hytalo, escreveu em suas redes sociais que a condenação é fruto de racismo e homofobia.
"Todo mundo sabe que o Brasil é um país injusto, mas só quem vive a dor do preconceito sabe o que é. Fiquei muito abalada quando vi isso, porque sei de toda a dor e sofrimento que uma pessoa negra e gay sofre no Brasil, mas sei que a justiça não fechará os olhos para isso. Creio em Deus e na sabedoria das suas decisões. Fé que tudo será resolvido dia 24", diz a jovem.
O Terra também entrou em contato com o TJ PB a respeito do caso e aguarda retorno.