Homem de 62 anos com câncer no sangue faleceu após aguardar por nove meses a liberação judicial de um remédio de R$ 1 milhão, negado em primeira instância por impacto no orçamento do SUS.
Um homem de 62 anos, morador de Santos, no litoral de São Paulo, morreu após lutar contra um câncer linfático. Eduardo da Silva aguardava há quase nove meses por uma decisão do Tribunal Regional Federal (TRF) para o fornecimento de um remédio avaliado em aproximadamente R$ 1 milhão.
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De acordo com a rádio CBN, a defesa solicitou urgência no caso em dezembro de 2025, e o pedido seria avaliado pela Corte nesta quinta-feira, 30, após ter sido negado em primeira instância. Na ocasião, a magistrada avaliou que o alto custo do tratamento comprometeria a lógica distributiva do SUS.
Eduardo era amparado pela Associação Brasileira de Câncer no Sangue (Abrale) e buscava acesso ao remédio após o 'esgotamento das terapias disponíveis no SUS'.
Ele ficou internado entre o fim de maio até a metade de junho e morreu na quarta-feira, 22, em função de complicações da doença.
A defesa da vítima recorreu ao TRF em dezembro de 2025 e voltou a pedir, em março deste ano, a liberação antecipada do medicamento.
O tribunal informou que seguiu o trâmite interno e que optou por julgar o mérito da ação, sem analisar previamente o pedido liminar.