Grande parte de políticos ligados a caso Vorcaro conseguiu se eleger

Jaques Wagner, Hugo Motta e Nikolas Ferreira garantiram mandato no Congresso

5 out 2026 - 08h42
(atualizado às 09h22)
Resumo
A maioria dos políticos ligados ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, preso por fraudes, foi eleita no domingo, incluindo Jaques Wagner, Rui Costa e Nikolas Ferreira. Na disputa ao Planalto, Flávio Bolsonaro, investigado pelo STF por suspeitas financeiras associadas a Vorcaro, liderou a votação contra Lula. Nomes como Ciro Nogueira e ACM Neto não se elegeram. Segundo a Polícia Federal, as conexões identificadas com o banqueiro não configuram, obrigatoriamente, atos de irregularidade.

Grande parte dos políticos ligados ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro nas investigações do Banco Master conseguiu se eleger no pleito realizado no domingo (4).

Daniel Vorcaro está em prisão preventiva desde março
Daniel Vorcaro está em prisão preventiva desde março
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Entre os que conquistaram um mandato no Congresso estão os senadores Jaques Wagner (PT-BA) e Rui Costa (PT-BA); e os deputados federais Hugo Motta (Republicanos-PB), Nikolas Ferreira (PL-MG) e Antonio Rueda (União Brasil-RJ).

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Já Ciro Nogueira (PP-PI) não conseguiu se reeleger para o Senado, assim como ACM Neto (União Brasil-BA) não garantiu o governo da Bahia.

As apurações da Polícia Federal que trouxeram os nomes citados mostram vínculos diversos com Vorcaro, não implicando, necessariamente, em irregularidades.

Vorcaro, que está em prisão preventiva desde março, acusado de liderar um esquema bilionário de fraudes, votou ontem no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.

Outro nome ligado ao ex-banqueiro é o do senador e candidato à presidência da República Flávio Bolsonaro (PL), que obteve 47,03% dos votos contra 45,16% do segundo colocado, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que busca a reeleição.

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No caso de Flávio, ele é investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), nas operações conduzidas pela PF, por suspeitas de lavagem de dinheiro, corrupção e evasão de divisas relacionadas ao financiamento do filme "Dark Horse", uma biografia de seu pai e ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre pena de mais de 27 anos de detenção por tentativa de golpe de Estado. 

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