Abstenção em eleições no 1º turno bate recorde histórico, com 21,08%

Mais de 33,4 milhões de eleitores faltaram às urnas no domingo

5 out 2026 - 08h58
(atualizado às 09h33)
Resumo
A abstenção no primeiro turno bateu recorde histórico com 33,4 milhões de ausências (21,08% dos 158,7 milhões de eleitores aptos), o maior índice desde 1998 e superior aos 32,7 milhões de 2022. O resultado confirma uma tendência de alta observada desde 2014. Mato Grosso do Sul registrou a maior taxa de abstenção (23,87%), seguido pelo Rio de Janeiro (23,32%) e Minas Gerais (22,77%). Além das ausências, o pleito contabilizou mais de 2,3 milhões de votos em branco e 3,6 milhões de votos nulos.

A abstenção no primeiro turno das eleições, realizadas no domingo (4), foi de 33,4 milhões, o maior número desde 1998.

Brancos e nulos somaram mais de 125,2 milhões de votos
Brancos e nulos somaram mais de 125,2 milhões de votos
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Dos mais de 158,7 milhões de eleitores aptos a votar, 21,08% não compareceram às urnas, superando o resultado de 28 anos atrás, quando 21,5% do eleitorado não votou.

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O valor também foi mais alto do que o registrado no último pleito nacional, em 2022, quando 32,7 milhões de eleitores optaram por não votar.

O resultado reforça uma tendência em crescimento: em 2014, a abstenção foi de 27,7 milhões, e em 2018 de 29,9 milhões.

Nas eleições deste ano, Mato Grosso do Sul liderou em ausências nas urnas, com 23,87%, seguido pelo Rio de Janeiro (23,32%) e Minas Gerais (22,77%).

Ao mesmo tempo, os votos brancos e nulos somaram mais de 125,2 milhões, sendo mais de 2,3 milhões em branco (1,84%) e mais de 3,6 milhões de nulos (2,93%). 

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