O último debate presidencial do segundo turno entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro acontece na TV Globo na sexta-feira (23/10), às 21h20, com mediação de César Tralli e transmissão ao vivo na TV e online. O encontro sucede o debate da Band, marcado por ataques mútuos e formato caótico que, segundo analistas, focou pouco em propostas e dividiu opiniões sobre o vencedor, gerando baixo impacto na decisão dos eleitores indecisos.
Na próxima sexta-feira (23/10), o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se confrontam pela última vez antes do segundo turno das eleições no debate presidencial da TV Globo.
O debate será transmitido ao vivo, direto do Rio de Janeiro, logo após o Jornal Nacional, à partir das 21h20 (horário de Brasília).
O jornalista César Tralli será o mediador.
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A TV Globo ainda não divulgou as regras do debate. Esta reportagem será atualizada assim que o formato for anunciado.
O debate da Globo marcará o segundo encontro entre os dois candidatos à Presidência neste segundo turno.
O primeiro, realizado pela Band no domingo (18/10), foi marcado por fortes ataques entre os presidenciáveis e um formato "caótico", principalmente no primeiro bloco, segundo analistas políticos ouvidos pela BBC News Brasil.
Como acompanhar o debate da Globo online
O site da BBC News Brasil vai cobrir o debate da Globo minuto a minuto, em tempo real, na próxima sexta-feira.
A cobertura do encontro começa duas horas antes do debate, com participação dos nossos jornalistas no Brasil e no exterior, análises de especialistas e tudo o que você precisa saber para assistir ao encontro entre Flávio Bolsonaro e Lula bem informado.
O debate será transmitido ao vivo pelo G1, pela TV Globo e pela GloboNews.
Como foi o debate da Band
Entrevistados ouvidos pela BBC News Brasil se dividem sobre qual candidato teve melhor desempenho no primeiro debate presidencial deste segundo turno, na Band.
Eles avaliam que o confronto terá pouco impacto na definição de voto a favor de um dos concorrentes, podendo até reforçar movimentos de abstenção e de votos brancos ou nulos.
"O eleitor independente, que às vezes é antibolsonarista e antipetista, sai com uma impressão realmente muito negativa. Foi um debate em que não houve nenhum tipo de propostas sendo discutidas, nenhum tipo de racionalidade", avalia Yuri Sanches, diretor de Análise Política da AtlasIntel.
Para o cientista político Lucas Aragão, da Arko Advice, o formato de confronto livre foi "inútil para o eleitor indeciso".
No saldo geral, porém, ambos consideraram que Flávio se saiu melhor que Lula ao conseguir dominar os temas do confronto.
Já o cientista político Rafael Cortez, da Tendências Consultoria, considera que o presidente se saiu melhor que o adversário, mas não vê "um claro vencedor do debate".
"Lula, ao longo do debate, se portou melhor. Teve como destaque uma comparação direta quando defendeu a abertura do sigilo bancário dos dois candidatos", afirma. Flávio não respondeu ao desafio de Lula.
"Foi um modelo muito ruim, que favoreceu o ataque, favoreceu a ironia, e não as propostas. Acho muito difícil que o eleitor, pelo menos nesse primeiro bloco, tenha tomado algum tipo de decisão ou se sentido representado. Acho que o modelo não favoreceu a ninguém."