Suspeito no RS é alvo de operação por suposto plano de ataques em Brasília durante eleições de 2026

Operação cumpre mandados em cinco estados contra investigados que discutiam invasões, explosivos e recrutamento de participantes.

4 ago 2026 - 08h28
(atualizado às 08h31)

Um suspeito no Rio Grande do Sul está entre os oito investigados alvo da Operação Rede Interrompida, deflagrada nesta terça-feira (4) pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) para apurar um suposto plano de ataques em Brasília durante o período eleitoral de 2026. As medidas cautelares são cumpridas também em Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Pernambuco.

Segundo a PCDF, os investigados têm entre 19 e 31 anos e são suspeitos de integrar um grupo que mantinha conversas sobre possíveis ações violentas na capital federal. A operação busca apreender dispositivos eletrônicos, preservar provas e identificar eventuais conexões ainda não conhecidas.

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A investigação aponta que as comunicações analisadas faziam referências frequentes a Brasília como possível destino de mobilização durante as eleições de 2026. Entre os assuntos discutidos estavam possíveis invasões de prédios, definição de alvos, formação tática, recrutamento de participantes em diferentes estados e compartilhamento de mapas, plantas arquitetônicas e modelos tridimensionais de edifícios da região central da capital.

A Polícia Civil informou ainda que foram identificadas mensagens com compartilhamento de manuais para fabricação de artefatos explosivos, o que motivou a adoção das medidas judiciais para aprofundar a apuração e evitar a destruição de possíveis provas.

A operação é conduzida pela Divisão de Prevenção e Combate ao Extremismo Violento (DPCev), ligada ao Departamento de Inteligência da PCDF, com apoio das polícias civis dos estados onde os mandados são cumpridos.

O inquérito foi instaurado após a Polícia Civil receber um relatório técnico elaborado pelo Ciberlab, laboratório vinculado à Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça e Segurança Pública. A partir do documento, os investigadores passaram a analisar as comunicações atribuídas aos suspeitos.

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Até o momento, a investigação apura, em tese, crimes de associação criminosa, incitação ao crime, apologia de crime ou criminoso e delitos previstos na legislação antirracismo. A PCDF destacou que os fatos ainda não foram enquadrados na Lei de Terrorismo.

A responsabilização individual dos investigados dependerá da análise do material apreendido e da conclusão das diligências, que seguem sob sigilo.

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